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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Ilhas Curilas: Rússia quer tratado de paz, não 'dar ou receber nada' do Japão

Assinar um tratado de paz, não "dar ou receber nada", é a razão pela qual a Rússia continua seu diálogo com o Japão, informou o Kremlin em meio a duras negociações sobre as quatro Ilhas Curilas.


Sputnik

"Nosso maior objetivo é não dar ou receber nada, mas assinar um tratado de paz [com o Japão]", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, no domingo. Atualmente, Moscou e Tóquio estão presos em conversas desconfortáveis sobre a disputa territorial latente.


Shinzo Abe e Vladimir Putin, em reunião à margem da cúpula da APEC em 2014.
Shinzo Abe e Vladimir Putin © Sputnik / Michael Klimentyev

O Japão, um aliado próximo dos EUA, está aderindo às sanções impostas por Washington, o que torna o diálogo ainda mais desafiador, declarou Peskov. "Eles apoiam o regime de sanções e esse é um dos problemas e situações que impedem a assinatura do tratado de paz".

Outros obstáculos incluem as tentativas do Japão de envolver seus aliados, os EUA, nas negociações. Recentemente, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, chamou a ideia de "ultrajante", levantando a questão com seu colega japonês, Taro Kono.

Mais cedo, o presidente russo Vladimir Putin confirmou que Moscou está ansioso para assinar um tratado de paz. No final deste mês, ele realizará uma cúpula com o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe para continuar as discussões sobre o acordo de paz proposto. No ano passado, Putin propôs um acordo sem pré-condições, mas Abe depois chamou a ideia de "inaceitável".

Moscou e Tóquio encerraram as hostilidades na Segunda Guerra Mundial sem um tratado formal de paz. Conhecidas no Japão como Iturup, Kunashir, Shikotan e Habomai, as ilhas do mar de Okhotsk foram entregues à URSS nos termos da Declaração de Potsdam de 1945. Desde então, Tóquio tentou reivindicar as quatro ilhas russas de Kuril, conhecidas no Japão como os Territórios do Norte.

O Japão discutiu ativamente a perspectiva de recuperar a soberania sobre a parte mais meridional do arquipélago, que inclui a ilha de Shikotan e Habomai. Em novembro do ano passado, Putin e Abe disseram que iriam trabalhar em um acordo de paz baseado na declaração de 1956, assinada pelo Japão e pela URSS.

O documento prevê as perspectivas de uma transferência de soberania, embora a formulação seja vaga. Ainda assim, a declaração diz que a mudança só seria possível depois que os dois lados assinassem um tratado de paz. Tóquio, no entanto, sustenta que a disputa territorial deve ser antes resolvida.

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