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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Índia moderniza sua força naval com uma força mortal de submarinos com mísseis nucleares

Recentemente, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou que o primeiro submarino nuclear de produção nacional, com o nome de Arihant, completou sua primeira patrulha de dissuasão.


Sputnik

O Arihant, cujo nome significa "Destruidor de Inimigos", utiliza um reator de água leve pressurizada a urânio para produzir 83 megawatts de eletricidade, permitindo ao submarino realizar missões debaixo d'água por meses. Sua velocidade pode atingir os 24 nós (45 km/h).


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INS Arihant

Mais importante que o sistema de propulsão do submarino, ele contém presumivelmente quatro tubos de lançamento vertical (VLS) com até uma dúzia de mísseis nucleares de curto alcance K-15 Sagarika, com um alcance de aproximadamente 700 quilômetros de distância.

O míssil K-15 Sagarika é destinado justamente a equipar os primeiros submarinos nacionais da Índia, da classe Arihant, e foi projetado para ser lançado debaixo d'água e aniquilar cidades e bases militares inimigas.

Este submarino indiano é o programa de defesa mais caro do país, originado a partir do programa Embarcação Tática Avançada, ressaltando que parcialmente o submarino Arihant foi baseado no submarino russo de ataque da classe Akula, um dos mais silenciosos da Marinha russa, segundo a revista The National Interest.

A grande diferença relacionada à Marinha da Índia é o fato de que, ao invés de desenvolver um submarino para caçar navios e submarinos inimigos, o centro de pesquisa e desenvolvimento indiano queria desenvolver um submarino dotado de mísseis nucleares de lançamento submarino.

O Arihant foi lançado à água em 2009, acontecimento que foi considerado "histórico" pelo chefe do governo, já que apenas outros cinco países haviam produzido submarinos nucleares. O submarino de 6.500 toneladas pode acomodar uma centena de marinheiros, além de permanecer imergido por um longo período de tempo, elevando sua capacidade de permanecer indetectável.

Entretanto, o submarino indiano apresentou algumas falhas durante seus testes e, mesmo que esteja pronto, ainda precisará passar por programas de aperfeiçoamento até ficar preparado para uma missão real.

A Marinha indiana está interessada em construir mais dois a quatro submarinos da classe Arihant, porém com configurações crescentes, recebendo mísseis K-5, que possuem um alcance aproximado de 4.900 km.

Além disso, a Índia pretende construir submarinos avançados de mísseis nucleares S5, com deslocamento de 15.000 toneladas e armados com 26 tubos lançadores capazes de disparar mísseis de ogivas múltiplas K-6, que possuem um alcance de 6.000 km.

Perante esse fato, a Índia demonstra sua evolução tecnológica, já que, mesmo com erros, o INS Arihant é um marco na tecnologia naval e bélica do país. Porém, pode se tornar um grande perigo para as regiões ao redor, como o Paquistão, por exemplo. Além disso, há rumores de que a China poderia exportar submarinos e tecnologia para este país. Sendo assim, o Arihant serviria apenas para iniciar uma corrida armamentista na região.

O projeto Arihant é parte de um plano de US$ 2,9 bilhões (R$ 11 bilhões) para construir cinco submarinos, entretanto, o projeto sofreu um atraso durante anos por enfrentar problemas técnicos, segundo as autoridades.

Além dos submarinos, a Índia possui aviões e mísseis capazes de transportar ogivas nucleares.

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