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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

Irã planeja modernizar suas lanchas com tecnologia furtiva

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (CGRI) anunciou sua intenção de melhorar suas lanchas rápidas no golfo Pérsico, dotá-las com tecnologia furtiva para evitar radares e equipá-las com novos lançadores de mísseis em meio às tensões criadas devido à chegada de um porta-aviões nuclear norte-americano.


Sputnik

"Estamos nos dedicando a aumentar a agilidade das lanchas rápidas do CGRI e equipá-las com tecnologia furtiva para facilitar suas operações", disse o chefe da Marinha do CGRI, Alireza Tangsiri, citado pela agência de notícias IRNA.


Lanchas rápidas do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã escoltam o porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74) dos EUA enquanto navega ao golfo Pérsico através do estreito de Ormuz, 21 de dezembro de 2018
Lanchas rápidas iranianas © REUTERS / HAMAD I MOHAMMED

Além disso, ele acrescentou que as lanchas serão equipadas com novos mísseis e sua velocidade atingirá 80 nós. No entanto, Tangsiri não especificou se a República Islâmica já domina essas tecnologias, relata a Reuters.

Em meados de dezembro, um grupo aeronaval da Marinha dos EUA, liderado pelo porta-aviões nuclear USS John C. Stennis, entrou no golfo Pérsico. Sua chegada foi precedida por alertas emitidos pelo Irã, que ameaçou bloquear o estreito de Ormuz — o único porto marítimo de escoamento do golfo Pérsico e um corredor para um terço das exportações mundiais de petróleo.

Segundo o major-general Mohammad Ali Jafari, a presença das forças norte-americanas no golfo Pérsico visa "enganar os estados regionais e fingir que eles estabelecem segurança para esses países".

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