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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Luta pelo exército: o que Guaidó pode prometer aos militares venezuelanos?

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela, declarou que as próximas horas serão cruciais para definir o futuro da Venezuela. O analista russo Yuri Svetov comenta essa situação.


Sputnik

Em 24 de janeiro, Juan Guaidó pediu aos venezuelanos seu apoio na véspera de mais ações contra o atual presidente Nicolás Maduro, declarando que "as próximas horas são cruciais". O analista de assuntos políticos Yuri Svetov explicou, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o que pode significar esse apelo.


Militares venezuelanos (imagem referencial)
Militares venezuelanos © Sputnik / Sergei Mamontov

Segundo o analista, as palavras de Guaidó significam que as partes do conflito se estão envolvendo em uma luta pelo exército, pelos militares.

"O exército mantém uma posição neutra e estão sendo realizadas, provavelmente, negociações com os chefes militares das Forças Armadas. Se [a oposição] receber seu apoio, a época de Maduro chegará ao fim", revelou Svetov, sublinhando que, embora o ministro da Defesa apoie Maduro, possivelmente nem todos os militares estão de acordo com essa decisão.

"Recordemos a tentativa de atentado com drones contra Maduro, a espécie de revolta em 2017 – eles têm opinião diferente em relação a Maduro. Não há um diálogo dentro do país", explicou ele.

O analista lembrou a situação no Chile, quando o então presidente Salvador Allende nomeou Augusto Pinochet como seu ministro da Defesa, mas depois as Forças Armadas derrubaram Allende.

"Infelizmente, tais situações são relativamente comuns na América Latina e isso poderia acontecer [na Venezuela] também desta vez. A oposição espera que isso aconteça. Há apenas uma única saída dessa situação venezuelana: uma solução pacifica", revelou o analista.

Segundo Svetov, a Venezuela precisa de diálogo. "Entretanto, quando o presidente não reconhece o parlamento eleito e o parlamento, por sua vez, não reconhece o presidente, declarando que foi eleito ilegalmente, sejam quais forem as forças externas, o problema deveria ser resolvido dentro do país", sublinhou ele.

Segundo o analista, a tarefa principal dos atores externos deveria ser obrigar as partes do conflito ao diálogo.

Quanto às possíveis promessas de Guaidó aos militares, ele poderia prometer que sem Maduro o país poderia entrar de novo no caminho da prosperidade e que a situação econômica iria melhorar porque, tendo em consideração a situação atual (inflação enorme e falta de mercadorias básicas), as famílias dos militares também são afetadas pela crise atual.

Em 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino da Venezuela. Os EUA e uma série de outros países, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. O atual líder venezuelano, Nicolás Maduro, afirma ser o chefe de Estado constitucional e chamou Guiadó de "marionete dos EUA".

Os EUA, Brasil, Canadá, Argentina, Peru, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Chile e Geórgia reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. A Rússia, China, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia e Irã apoiam a permanência de Maduro.

Moscou declarou que seu posicionamento sobre o reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela não mudaria, assinalando que a postura dos países ocidentais mostra a forma como eles encaram o direito internacional, a soberania e a não interferência nos assuntos internos dos outros países.

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