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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Militares venezuelanos exilados declaram lealdade à Assembleia Nacional

Grupo de militares exilados no Peru desconhece governo de Maduro e se coloca às ordens do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, "na condição de presidente interino do país".


Deutsch Welle

Um grupo de militares venezuelanos exilados no Peru se colocou à disposição e sob as ordens do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó. Em uma transmissão televisiva nesta quarta-feira (16/01), os militares leram uma declaração em que expressaram seu apoio à Assembleia Nacional e rejeitaram o governo de Nicolás Maduro.


Grupo de militares venezuelanos durante declaração em que refutam o governo do presidente Nicolás Maduro
Grupo de militares venezuelanos durante declaração em que refutam o governo do presidente Nicolás Maduro

Nesta terça-feira (15/01), a Assembleia Nacional da Venezuela declarou formalmente Maduro um "usurpador" da presidência, o que significa que o Poder Legislativo não reconhece o novo mandato do líder venezuelano, reeleito em 2018 em eleições amplamente contestadas. O parlamento defende a criação de um governo de transição e novas eleições o quanto antes.

"Invocando a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, nossos mais altos valores republicanos, herdeiros da glória do libertador [Simón Bolivar], nós, soldados e componentes da Força Armada Nacional, nos dirigimos à nação e à comunidade internacional", começou a declaração dos militares.

O grupo, que tem como porta-voz o primeiro-tenente José Hidalgo Azuaje, conhecido por ter escapado da prisão militar de Ramo Verde, colocou-se às ordens do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, a que reconheceu como presidente interino do país, e incentivou outros militares da Venezuela a seguirem o exemplo.

A declaração foi encerrada com gritos de "Morte à tirania, viva a liberdade!" e um apelo ao líder oposicionista Guaidó: "Dê as ordens, meu comandante-em-chefe!".

"Fizemos um juramento à nação, não ao comandante das Forças Armadas [que na Venezuela é o presidente do país, neste caso Maduro]", explicou o Hidalgo Azuaje, em entrevista a uma emissora local. Ele estava acompanhado pelo tenente Carlos Guillén Martínez.

Hidalgo Azuaje afirmou que sua intenção era também informar o povo venezuelano de que não existe apenas uma resistência civil contra o regime de Maduro, mas também um movimento de resistência militar.

Em uma entrevista subsequente ao portal UCI Noticias, Guillén Martínez fez referência ao fato de que esta semana marcou o primeiro ano da morte de Óscar Pérez, o piloto de helicóptero que se rebelou contra Maduro.

"Estamos conscientes de quem estamos enfrentando. Não somos terroristas, como eles querem nos apresentar. Somos homens dignos, uniformizados. Temos uma razão de ser, fizemos um juramento e estamos dispostos a assumir as consequências para a libertação de nossa pátria", disse Guillém Martínez.

Os militares também incentivaram o povo venezuelano a tomar as ruas para "protestar pacificamente" contra o regime de Maduro em 23 de janeiro.

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