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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Ministro da Defesa venezuelano: Caracas deve resistir e não hesitar

A lealdade dos militares ao atual governo de Nicolás Maduro foi reafirmada pelo ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, que enfatizou que agora é hora de mostrar resistência.


Sputnik

"Não vamos permitir que o mundo, as redes sociais, as declarações extravagantes de governos que pretendem isolar a Venezuela, nos confundam e nos esmaguem. Não é o momento para confusão, não é o momento de hesitar, é momento de resistir", disse o ministro, cuja declaração foi publicada no site do Ministério da Defesa venezuelano.


Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela (imagem de arquivo)
Vladimir Padrino López © Sputnik / Sergey Mamontov

Padrino López também apelou para que se evite a divisão da sociedade venezuelana, em prol da paz, alertando sobre as consequências de uma possível guerra.

"Conhecemos as consequências da guerra e é por isso que apelamos constantemente à paz, porque no momento em que isso possa acontecer, o que não vai acontecer porque não somos ovelhas, nem estúpidos nem imbecis, não somos, então haverá sangue, morte, enterros e a Venezuela ficará dividida, pronta para ser colocada em uma bandeja de prata para aqueles que querem colocar suas garras em nossas riquezas", afirmou.

Além disso, o ministro da Defesa adicionou que a Venezuela "não deve fazer o gosto a ninguém que tente dividi-la", ou que pretenda quebrar uma instituição fundamental para a paz do país, como é a Força Armada Nacional Bolivariana.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamou-se presidente interino da Venezuela no dia 23 de janeiro, enquanto o presidente do país Maduro, que assumiu o segundo mandato no início do ano, classificou a situação como uma tentativa de golpe de Estado, culpando Washington de incitação.

Os EUA e uma série de outros países, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. A Rússia e outros Estados, incluindo a China, Turquia, e Irã reafirmaram seu apoio ao atual governo venezuelano.

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