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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Moscou: nível de potencial de conflito mundial atinge marca perigosa

Os representantes dos países que possuem armas nucleares, ou "clube nuclear" - os EUA, o Reino Unido, a Rússia, França e China – se encontraram na quarta-feira (30) em Pequim. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou que o nível do potencial de conflito mundial atingiu uma marca perigosa.


Sputnik

"A situação na esfera de segurança internacional não se estabilizou e até continua piorando. O nível do potencial de conflito atingiu uma marca perigosa", assinalou Ryabkov.


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Sergei Ryabkov | Reprodução

De acordo com ele, a Rússia testemunha o declínio da estabilidade estratégica no mundo, causado pelas tentativas de vários países de "abalar a arquitetura dos regimes de não proliferação e controle de armas".

Moscou está igualmente preocupada pelo fato de alguns países mudarem as suas doutrinas, baixando o limite para uso de armas nucleares.

O vice-ministro russo afirmou que os representantes dos cinco países com armas nucleares recusaram coordenar uma declaração conjunta durante o encontro em Pequim.

"Não deixa de nos preocupar o fato de que todos esses acontecimentos ocorrem no contexto de aumento da falta de confiança mútua entre os membros do 'clube nuclear', o que representa um desafio sem precedentes para tal formato. A situação é tão grave que, desta vez, tivemos até de recusar adotar a declaração final", declarou Ryabkov.

"Por isso o assunto apresentado pela Rússia sobre o papel e lugar dos 'cinco Estados' no contexto de reforço do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, bem como na perspectiva mais ampla, se torna especialmente relevante", ressaltou.

Posteriormente, à margem do encontro, Sergei Ryabkov disse aos jornalistas que se encontraria separadamente com a subsecretária dos EUA para o Controle de Armas e Assuntos de Segurança, Andrea Thompson, na quinta-feira (31).

Em 4 de dezembro o secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo declarou que os EUA iriam suspender suas obrigações no Tratado das Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) em 2 de fevereiro se a Rússia não apresentasse provas de que está cumprindo o acordo.

O Tratado INF, assinado por Washington e Moscou em 1987, não tem data de expiração e proíbe as partes de terem mísseis balísticos terrestres ou mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.

Nos últimos tempos, Moscou e Washington têm se acusado regularmente de violar o Tratado INF. A Rússia declarou repetidas vezes que cumpre rigorosamente todas as obrigações dos termos do acordo.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que a Rússia tem sérios questionamentos a fazer em relação à implementação do Tratado pelos próprios norte-americanos. Segundo ele, as acusações dos EUA são infundadas, uma vez que o míssil 9M729 foi testado no alcance permitido pelo acordo. Lavrov acredita também que a retirada dos EUA do Tratado INF vai pôr em risco o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

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