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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Moscou: Ocidente apoia proposta destrutiva para golpe de Estado militar na Venezuela

Ocidente apoia a proposta destrutiva do presidente da Assembleia Nacional venezuelano, Juan Guaidó, para um golpe de Estado militar na Venezuela, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.


Sputnik

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, "incita abertamente as Forças Armadas a realizar um golpe militar", declarou a diplomata durante coletiva de impressa, reporta jornal norte-americano.


Soldados venezuelanos participam de exercício militar em Puerto Cabello, Venezuela, 27 de janeiro de 2019
Militares venezuelanos © REUTERS / Miraflores Palace

"Vemos que os patrocinadores ocidentais apoiam esta linha destrutiva por todos os meios", acrescentou.

Isso indica que "as fronteiras de Washington já não existem: nem interestaduais, nem econômicas, nem morais", disse Zakharova, acrescentando que "lamentavelmente, não podemos dizer que a ameaça de um conflito armado em grande escala [na Venezuela] desapareceu".

Além disso, segundo a diplomata, o caderno de anotações que carregava o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, sobre os "5.000 soldados para a Colômbia", prova que todas as opções em relação à Caracas continuam em cheque.

Zakharova classifica a situação no país sul-americano como "extremamente tensa", comentando que os recentes protestos, "muito mais modestos" do que os anteriores, são "um novo depoimento de que a oposição está relutante em dialogar, apesar das autoridades oficiais estarem dispostas a isso".

A representante oficial convoca os países parceiros a refletirem sobre "que papel Washington lhes atribui para preparar e desencadear um cenário de guerra na região, previamente testado no Iraque, Líbia, Síria ou Ucrânia".

"Supostamente, vemos como as forças políticas sensatas estão muito conscientes de que a única saída possível para a crise seria um amplo diálogo interno venezuelano."

A porta-voz da diplomacia russa comentou que a ameaça de um grande conflito armado persiste em Caracas, destacando que a Rússia saúda a indisposição de vários países latino-americanos à política norte-americana em relação à Venezuela, além de ressaltar que Moscou está disposta a participar da mediação para resolver a crise no país bolivariano.

"Congratulamos a renúncia firme dos atores regionais de seguir a linha militarista dos EUA", declarou a repórteres.

No dia 23 de janeiro, o líder do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, foi reconhecido como presidente interino da Venezuela, apelando ao artigo 233 da Constituição, dando início a um série de conflitos no país.

O segundo mandato de Nicolás Maduro, o atual presidente da Venezuela, não foi aceito pelos EUA e por mais vinte países, que decidiram não reconhecê-lo com chefe de Estado, sob alegação de resultado de eleições "fraudulentas" realizadas em maio do ano passado. Maduro e a sua administração consideram isto um golpe de Estado orquestrado por Washington.

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