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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Nicolás Maduro volta a criticar 'interferência estrangeira' em impasse sobre a Presidência da Venezuela

Chavista também alertou que país está preparado para responder a agressões externas, mas amenizou o tom ao dizer que reunião convocada pelos EUA na ONU é 'bem vinda'.


Por G1

Nicolás Maduro afirmou estar disposto a se encontrar com o líder oposicionista e presidente interino autodeclarado da Venezuela, Juan Guaidó. O chavista disse, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (25) que "sempre houve tentativa de diálogo por parte dele" com a oposição.

Nicolás Maduro fala à imprensa em meio a impasse sobre a Presidência da Venezuela — Foto: Manaure Quintero/Reuters
Nicolás Maduro fala à imprensa em meio a impasse sobre a Presidência da Venezuela — Foto: Manaure Quintero/Reuters

"Se eu tiver de me encontrar com esse rapaz de boné e capuz às 3h da manhã no pico Humboldt, eu vou. Se tiver de ir nu, também vou", disse.

Maduro também criticou o que chama de "interferência estrangeira" no impasse sobre a Presidência venezuelana. Ele acusou Guaidó de ser "um agente" a mando de estrangeiros, e disse que o país está preparado para responder militarmente a agressões externas.

"Se querem a pátria, preparem-se para defendê-la. Queremos a paz, mas vamos nos preparar para um conflito", alertou.

O chavista tomou posse como presidente da república em 10 de janeiro, mas, na quarta-feira, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, reivindicou o cargo durante os protestos contra o regime Maduro até a organização de novas eleições.

Maduro, no entanto, rechaçou a hipótese de novas eleições, que também são pedidas por líderes de outros países como a Espanha.

"Venezuela vai seguir o seu caminho, e que vão embora da Venezuela", afirmou.

Maduro e os EUA

Maduro também voltou a acusar os Estados Unidos de interferirem no rumo político da Venezuela, mas afirmou que estaria aberto a um diálogo "respeitoso" com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Apesar da crítica ao governo norte-americano, Maduro afirmou que o debate convocado pelos EUA sobre a Venezuela no Conselho de Segurança da ONU é "bem vindo" e, portanto, que pode viajar a Nova York para participar da reunião. "Obrigado por isso, Mike Pompeo", disse, em tom irônico.

Ele também disse que não rompeu relação com os EUA, e, sim, "com o governo de Trump".

"Eu não sou anti-Estados Unidos. Sou anti-imperialismo [...]. Sou admirador dos EUA, e amo os EUA", emendou.

O governo dos EUA foi o primeiro a reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, e, em resposta, Maduro cortou relações políticas e diplomáticas com o país. O chavista deu 72 horas para que a delegação norte-americana deixasse o país, o que não foi reconhecido por Washington.

"Os EUA podem fazer como a China, que são potência mas não querem dominar o mundo", comparou.

Novas manifestações contra Maduro
Pouco antes do discurso de Maduro, Juan Guaidó convocou novas manifestações ao longo da próxima semana. Disse, ainda, que o dia, o formato e a hora dos próximos atos serão informados no próximo domingo (27).

Ele começou o pronunciamento com um minuto de silêncio "pelas vítimas" do atual regime de Nicolás Maduro.

"Não vamos seguir permitindo que se roube, como sempre se roubou o dinheiro da Venezuela. Nas próximas horas, vamos fazer um comunicado para garantir a proteção de nosso dinheiro", declarou Guaidó.


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