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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

ONU manifesta preocupação com aumento de assentamentos israelenses na Cisjordânia

A possibilidade de se estabelecer um “Estado palestino viável e contíguo” tem sido “sistematicamente corroída por fatos em solo”, disse o coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, ao Conselho de Segurança na terça-feira (22), antes do debate aberto trimestral sobre Israel e Palestina.


ONU

Mladenov deu início à avaliação pessimista ao detalhar a extensão e o crescimento de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada; a posição de longa data da ONU sobre assentamentos, lembrou o coordenador ao Conselho, é de que estes são ilegais sob lei internacional e “um obstáculo à paz”.

Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, durante briefing ao Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe
Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, durante briefing ao Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Entre exemplos recentes estão os planos de construção de mais de 3 mil unidades habitacionais na Cisjordânia e planos do governo israelense de legalizar diversos assentamentos ilegais.

Ao mesmo tempo, disse Mladenov, estruturas detidas por palestinos foram demolidas e tomadas ao longo da Cisjordânia, incluindo em Jerusalém Oriental, com autoridades citando como justificativa a falta de permissões de construção emitidas por Israel, que são quase impossíveis de serem obtidas por palestinos.

As bases de um futuro Estado palestino também estão sendo ameaçadas por divisões internas, exacerbadas por décadas de ocupação, e esperanças de relações intra-palestinas genuínas estão “desaparecendo a cada dia”, à medida que a distância entre Gaza e Cisjordânia se amplia.

A prisão de dezenas de membros do Fatah pelo Hamas no começo de janeiro foi descrita por Mladenov como “particularmente alarmante” e um “golpe muito sério no processo de reconciliação”.

São palestinos comuns, disse o enviado especial, que estão arcando com o peso do sofrimento e a situação humanitária em Gaza permanece “desesperadora”. O crescimento econômico é insuficiente para manter a economia palestina funcionando, e a ONU trabalha com a Autoridade Palestina para responder às necessidades mais urgentes de Gaza, como manutenção de energia elétrica, entrega de remédios essenciais e implementação de programas de trabalho.

O briefing do enviado especial foi feito no mesmo dia que autoridades seniores da ONU e parceiros de organizações não governamentais pediram cessação de planos de remoção forçada de diversas famílias refugiadas palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, parte do território palestino ocupado.

Em comunicado, as autoridades disseram que a transferência forçada é “uma grave quebra da Quarta Convenção de Genebra”, e pediram para autoridades israelenses “cessarem a construção de assentamentos e cumprirem suas obrigações como potência ocupante sob a lei humanitária internacional e a lei internacional de direitos humanos”.

Mladenov encerrou seu briefing alertando que a Questão Palestina corre o risco de se tornar um conflito sem fim. Ele também alertou sobre o aumento acentuado de radicalização em todas as partes e que, dentro do cenário político atual, os que buscam estreitar as pontes entre israelenses e palestinos estão sendo prejudicados.

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