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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

ONU manifesta preocupação com aumento de assentamentos israelenses na Cisjordânia

A possibilidade de se estabelecer um “Estado palestino viável e contíguo” tem sido “sistematicamente corroída por fatos em solo”, disse o coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, ao Conselho de Segurança na terça-feira (22), antes do debate aberto trimestral sobre Israel e Palestina.


ONU

Mladenov deu início à avaliação pessimista ao detalhar a extensão e o crescimento de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada; a posição de longa data da ONU sobre assentamentos, lembrou o coordenador ao Conselho, é de que estes são ilegais sob lei internacional e “um obstáculo à paz”.

Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, durante briefing ao Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe
Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, durante briefing ao Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Entre exemplos recentes estão os planos de construção de mais de 3 mil unidades habitacionais na Cisjordânia e planos do governo israelense de legalizar diversos assentamentos ilegais.

Ao mesmo tempo, disse Mladenov, estruturas detidas por palestinos foram demolidas e tomadas ao longo da Cisjordânia, incluindo em Jerusalém Oriental, com autoridades citando como justificativa a falta de permissões de construção emitidas por Israel, que são quase impossíveis de serem obtidas por palestinos.

As bases de um futuro Estado palestino também estão sendo ameaçadas por divisões internas, exacerbadas por décadas de ocupação, e esperanças de relações intra-palestinas genuínas estão “desaparecendo a cada dia”, à medida que a distância entre Gaza e Cisjordânia se amplia.

A prisão de dezenas de membros do Fatah pelo Hamas no começo de janeiro foi descrita por Mladenov como “particularmente alarmante” e um “golpe muito sério no processo de reconciliação”.

São palestinos comuns, disse o enviado especial, que estão arcando com o peso do sofrimento e a situação humanitária em Gaza permanece “desesperadora”. O crescimento econômico é insuficiente para manter a economia palestina funcionando, e a ONU trabalha com a Autoridade Palestina para responder às necessidades mais urgentes de Gaza, como manutenção de energia elétrica, entrega de remédios essenciais e implementação de programas de trabalho.

O briefing do enviado especial foi feito no mesmo dia que autoridades seniores da ONU e parceiros de organizações não governamentais pediram cessação de planos de remoção forçada de diversas famílias refugiadas palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, parte do território palestino ocupado.

Em comunicado, as autoridades disseram que a transferência forçada é “uma grave quebra da Quarta Convenção de Genebra”, e pediram para autoridades israelenses “cessarem a construção de assentamentos e cumprirem suas obrigações como potência ocupante sob a lei humanitária internacional e a lei internacional de direitos humanos”.

Mladenov encerrou seu briefing alertando que a Questão Palestina corre o risco de se tornar um conflito sem fim. Ele também alertou sobre o aumento acentuado de radicalização em todas as partes e que, dentro do cenário político atual, os que buscam estreitar as pontes entre israelenses e palestinos estão sendo prejudicados.

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