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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Oposição venezuelana rejeita intervenção militar dos EUA

O representante do oposicionista Juan Guaidó na Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou que não apoia uma intervenção militar de Washington na Venezuela.


Sputnik

No início desta semana, o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, foi fotografado segurando um caderno amarelo que dizia: "5.000 soldados para a Colômbia", o que levou a especulações de que os Estados Unidos estavam planejando enviar forças para o vizinho da Venezuela.


Militantes da oposição durante manifestação contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela
Manifestação contra Nicolás Maduro © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins

"Não", disse Gustavo Tarre à Sputnik nesta quarta-feira (30), quando perguntado sobre uma possível ação militar dos EUA. "O problema será resolvido pelos venezuelanos".

No Twitter, Bolton já afirmou que haverá "sérias consequências" para aqueles que tentarem "subverter a democracia e prejudicar Guaidó".

Durante uma coletiva de imprensa, o assessor de segurança nacional também disse que "todas as opções estão na mesa", com relação à resolução da crise.

O Ministério da Defesa colombiano, no entanto, disse à Sputnik que Bogotá não planeja fornecer aos Estados Unidos bases militares para invadir a Venezuela.

Os Estados Unidos também anunciaram nesta semana que congelaram bilhões em ativos petrolíferos venezuelanos. O secretário do Tesouro dos EUA, Stephen Mnuchin, disse que as sanções impostas a Caracas serão derrubadas apenas quando Maduro deixar a presidência.

Guaidó na semana passada declarou-se o presidente interino da Venezuela. Os Estados Unidos e vários outros países o reconheceram rapidamente como presidente, enquanto vários países da UE prometeram fazer o mesmo se o governo venezuelano não pedir uma nova eleição presidencial até o fim de semana.

Já Maduro acusa Washington de orquestrar um golpe contra o governo no país.

Outras grandes potências, incluindo a Rússia e a China, juntamente com a Turquia, se recusaram a apoiar a iniciativa do líder da oposição venezuelana, apoiando Maduro como presidente legítimo do país e exigindo que outros países respeitem o princípio de não-interferência nos assuntos internos da Venezuela.

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