Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Pânico em Washington: Trump ameaça abandonar OTAN?

Durante o seu mandato, o presidente dos EUA Donald Trump criticou por mais de uma vez os membros da OTAN por não cumprirem suas obrigações e insistiu para que eles elevem seus gastos militares, ameaçando abandonar a Aliança, escreveu o jornal The New York Times.


Sputnik

Segundo o jornal, durante 2018 o líder norte-americano se manifestou várias vezes pela saída da OTAN. Fontes anônimas próximas ao governo dos EUA afirmaram que o setor político não acreditava que Trump estivesse decidido. No entanto, reconheceram que o presidente pode regressar a essa ideia se os membros da Aliança não aumentarem suas contribuições.


Presidente dos EUA Donald Trump durante a cúpula da OTAN em Bruxelas
Donald Trump © Sputnik / Aleksei Vitvitsky

Donald Trump declarou que não vê sentido na existência da OTAN, qualificando-a como uma "carga enorme" para Washington, de acordo com as fontes do jornal.

Ao mesmo tempo, altos funcionários dos EUA, inclusive o secretário da Defesa, James Mattis, e o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, rejeitaram comentar uma possível saída dos EUA da OTAN, o que, segundo The New York Times, poderia "enfraquecer a influência estadunidense na Europa e animar a Rússia por décadas".

"Isso arruinaria os resultados do trabalho exaustivo de mais de 70 anos […] destinado a criar uma aliança, possivelmente a mais poderosa e benéfica da história", declarou a ex-subsecretária da Defesa Michele Flournoy, acrescentando que isso seria o melhor resultado que Putin poderia imaginar.

O ex-comandante da OTAN, almirante James Stavridis, afirmou que a decisão dos EUA de abandonar a organização seria um "erro geopolítico de proporções épicas" e o "presente do século para Putin".

Quanto aos altos funcionários em função na Casa Branca, eles evitam fazer declarações categóricas sobre uma possível saída da OTAN, comentando apenas a grande dedicação dos EUA à organização.

Donald Trump nunca fez declarações oficiais sobre a saída da OTAN, contudo, as relações entre os EUA e os membros europeus da Aliança vivem grandes tensões. Os aliados da Aliança "que se sentem ameaçados pela Rússia já têm muitas dúvidas se Trump ordenaria às suas tropas para acorrerem em seu auxílio", segundo o jornal.

O líder dos EUA insistiu repetidamente que os países da OTAN devem destinar 2% do PIB para os gastos de defesa. Segundo as avaliações do bloco militar, dos 29 países membros apenas 11 elevaram seus gastos militares até 2%. Durante a cúpula da Aliança em julho, Trump propôs que as contribuições chegassem 4%.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas