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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Paz com o Talibã? Trump é avisado de riscos de tirar tropas do Afeganistão

As alegações da administração Trump de progresso nas negociações com o Talibã provocaram temores, mesmo entre os aliados do presidente, de que sua impaciência com a guerra no Afeganistão o levaria a retirar tropas cedo demais, deixando o país sob risco de retornar à mesma condição volátil que levou à invasão.


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As discussões entre um enviado dos EUA e o Talibã estão avançando semanas após o governo ter dito que pretende começar a retirar suas tropas do Afeganistão. Isso levou alguns críticos a notar que o presidente Donald Trump está telegrafando uma retirada — a mesma coisa que ele acusou o então presidente Barack Obama de fazer em 2014.


Afegão xiita no santuário Karti Sakhi em Cabul, Afeganistão, 30 de outubro de 2018
© AP Photo / Rahmat Gul

"É um esforço para colocar batom no que será uma retirada dos EUA", disse Ryan Crocker, um ex-embaixador dos EUA em Cabul sob Obama.

Um acordo negociado para a mais longa guerra da América representa um dilema para Trump. Ele sempre declarou que quer acabar com as complicações militares no exterior, algo que ele deixou claro em dezembro ao declarar que o Daesh foi derrotado na Síria e anunciar que estava retirando 2.000 soldados americanos do país por causa das objeções de seus principais assessores de política externa.

As apostas são mais altas no Afeganistão, um conflito que custou 2.400 vidas americanas e centenas de bilhões de dólares dos contribuintes. Os EUA invadiram o país para expulsar o Talibã e a Al-Qaeda em outubro de 2001 em resposta aos ataques terroristas de 11 de setembro.

Mas agora até os republicanos se preocupam com o fato de que relatos de progresso vão encorajar Trump a retirar tropas do Afeganistão antes que a região esteja estável e reintroduzirá as condições que primeiro enredaram os Estados Unidos no conflito. O Talibã agora controla quase metade do país e realiza ataques quase diários.

Especialistas em política externa temem que qualquer progresso na proteção de mulheres e minorias no país possa ser perdido se o grupo terrorista fizer novamente parte do governo.

O principal republicano no Congresso, o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, advertiu o presidente contra uma saída precipitada da guerra.

"Embora seja tentador recuar para o conforto e segurança de nossas própria região, ainda há muito trabalho a ser feito", disse McConnell na terça-feira. "E sabemos que isso não foi feito, esses conflitos vão reverberar em nossas próprias cidades."

James Dobbins, representante especial para o Afeganistão e Paquistão durante o governo Obama, disse que Trump "parece ter abandonado" a estratégia baseada em condições que ele adotou em 2017. O futuro das tropas no Afeganistão não é do conhecimento de ninguém, disse ele.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, disse na terça-feira que a prioridade do governo é "acabar com a guerra no Afeganistão e garantir que nunca haja uma base para o terrorismo no Afeganistão". Autoridades afegãs esperam que Trump explique suas intenções com mais detalhes durante seu discurso sobre o Estado da União na semana que vem.

Autoridades do Talibã, que falaram à Associated Press sob condição de anonimato porque não tinham autorização para falar à mídia, disseram que os dois lados chegaram a um entendimento sobre a retirada das tropas dos EUA e da OTAN e que o grupo havia garantido que o solo afegão não seria usado novamente para ataques contra os Estados Unidos ou outros.

Do lado dos EUA, o enviado de Trump no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, disse: "Nada é acordado até que tudo esteja acordado, e 'tudo' deve incluir um diálogo intra-afegão e um abrangente cessar-fogo".

Isso é algo que o Talibã se recusou a fazer, embora tenham dito na quarta-feira que não está buscando o monopólio do poder em uma futura administração afegã, mas está procurando maneiras de coexistir com as instituições — "tolerar uns aos outros e começar a vida como irmãos".

Se o Talibã concordar em conversar com o governo afegão e parar de lutar enquanto o fizer, as negociações poderiam ser um "passo significativo", disse Dobbins. Se eles não concordarem, "então a coisa toda é nula e vazia".

Além disso, disse ele, os EUA devem permanecer até que um acordo de paz entre o Talibã e o governo do presidente afegão Ashraf Ghani seja implementado.

"Se os EUA partirem quando os afegãos começarem a conversar entre si, essas conversas terminarão e a guerra recomeçará", disse Dobbins. "Se os EUA partirem depois de chegarem a um acordo, mas antes de serem implementados, esse acordo nunca será implementado e a guerra será retomada."

Nicholas Burns, um oficial de serviço de carreira e ex-subsecretário de Estado durante o governo de George W. Bush, disse que acha que Trump está certo em encontrar uma maneira de trazer para casa as tropas norte-americanas no Afeganistão. Mas ele também acha que a impaciência do presidente é a força motriz por trás das negociações atuais com o Talibã.

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