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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Político americano explica como EUA justificam intervenção nos assuntos internos de países

Em suas ações que tocam a Venezuela, os EUA atuam baseando-se na Doutrina Monroe, que os permitiu várias vezes intervir nos assuntos internos de vários países e, segundo opina um advogado e político americano, tal atividade provoca conflitos, inclusive com a Rússia.


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A opinião foi expressa pelo advogado, parceiro da empresa de advocacia Marks & Sokolov e ex-senador do estado da Pensilvânia, Bruce Marks.


Militares norte-americanos
Militares norte-americanos | CC0 / Pixabay

De acordo com ele, essa doutrina, de fato, reconhece que os EUA têm interesses especiais na esfera de defesa nacional. "Esses interesses preveem estabilidade dos países do Novo Mundo nas Américas do Norte e do Sul e também que os países do Velho Mundo não intervenham nos assuntos de ambas as Américas", explicou.

"Baseando-se nessa doutrina, os EUA interferiram nos assuntos internos de vários países ocidentais, inclusive Cuba, El Salvador, Granada, México e Panamá. Semelhantemente, os EUA congelaram os ativos de muitos países para promover seus interesses nacionais, inclusive no Iraque, no Irã, e em Cuba", destacou o advogado.

Nas palavras dele, o recente congelamento de ativos venezuelanos corresponde à Doutrina Monroe.

"Obviamente, por muitos anos essa doutrina levou a conflitos com a Rússia, especialmente ao redor de Cuba", indicou.

"É evidente que tudo isso ressalta a importância de pôr fim à histeria antirrussa [na sociedade americana], concluir a investigação de Muller e dar aos presidentes [Vladimir] Putin e [Donald] Trump uma oportunidade de se reunirem e de encontrarem meios de cooperação", concluiu.

No dia 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino da Venezuela. Os EUA e uma série de outros países, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. A Rússia e vários outros países, incluindo a China, Cuba, e México, apoiam a permanência de Maduro.

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