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EUA entregam armas modernas a forças curdas da Síria, escreve mídia

Os opositores americanos da retirada das tropas dos EUA da Síria entregaram armas modernas às Unidades de Proteção Popular (YPG), escreveu o jornal turco Yeni Akit, citando fontes locais.
Sputnik

A edição destaca que o fornecimento é referente a um grande número de modernos sistemas de mísseis antitanque Javelin e Tow. Supõe-se que os curdos usem essas armas contra tanques turcos, que logo entrarão em Manbij, no norte da Síria.


Segundo a publicação, as forças especiais turcas estão no momento realizando buscas por esses complexos nesta cidade e, devido a isso, a Turquia está atrasando sua operação militar na referida cidade.

Anteriormente, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan havia anunciado que, se os EUA não se retirarem da Síria, Ancara estaria pronta para lançar uma operação no leste do Eufrates, assim como em Manbij, contra as forças de autodefesa dos curdos sírios.

Em meados de dezembro de 2018, o líder americano, Donald Trump, declarou a vitória sobre o grupo de militantes Daesh …

Pompeo afirma que EUA acabaram com 99% do califado na Síria

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, garantiu nesta quinta-feira no Cairo que a campanha militar americana na Síria acabou com 99% do chamado "califado" que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) estabeleceu em 2014 nos territórios que controlava neste país e no Iraque.


EFE

Cairo - "Derrubamos 99% do califado na Síria e vamos continuar neste caminho", disse o chefe da diplomacia americana em entrevista coletiva com o ministro das Relações Exteriores egípcio, Sameh Shukri, no Cairo, aonde chegou nesta quinta-feira como parte de uma excursão por vários países árabes do Oriente Médio.


Mike Pompeo em foto de 8 de janeiro. EFE/ Andre Pain
Mike Pompeo em foto de 8 de janeiro. EFE/ Andre Pain

Sobre a decisão de retirar as tropas americanas do norte da Síria, anunciada pelo presidente Donald Trump em meados de dezembro, Pompeo declarou que os EUA seguirão lutando contra o EI em toda a região, mas que na Síria farão de "forma diferente".

"É possível retirar as forças americanas da Síria e seguir com a nossa campanha arrasadora" contra os jihadistas, respondeu Pompeo a perguntas dos jornalistas.

"Seguimos lutando contra o EI em várias regiões, estamos comprometidos a evitar que o EI cresça", argumentou o secretário de Estado, ao dizer que não há contradições entre a decisão tomada por Trump e a realidade no local. Pompeu admitiu que a ameaça do terrorismo extremista segue presente e, por isso, os EUA continuarão lutando.

Shukri afirmou que o Egito é um parceiro dos EUA nessa luta e na coalizão internacional antijihadista, e destacou que "as capacidades do EI foram reduzidas em grande parte, mas a rede de organizações terroristas vai além disso".

O ministro egípcio destacou os vários braços do EI que operam em todos os países da região, assim como outros grupos islamitas, por exemplo, a Irmandade Muçulmana, declarada terrorista no Egito em 2013, depois de ter sido afastada do governo pelo Exército em julho desse ano.

Ambos destacaram a duradoura e estratégica relação que une Egito e EUA, que é "mais necessária que nunca", nas palavras de Pompeo, para fazer frente aos desafios enfrentados.

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