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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Presença de destróier dos EUA no mar Negro aumenta risco de provocações, afirma analista

O destróier norte-americano USS Donald Cook entrou no porto georgiano de Batumi, entretanto as ações desta embarcação, enviada ao mar Negro para "operações de segurança", estão sendo monitoradas por um navio russo. O especialista militar russo Boris Rozhin comentou a situação.


Sputnik

As forças da Frota do Báltico estão escoltando os destróieres da Marinha dos EUA USS Gravely e USS Porter, que entraram na parte sul do mar Báltico, informou o centro nacional de controle de defesa.


Destróier USS Donald Cook (imagem de arquivo)
USS Donald Cook | CC0 / U.S. Navy / wikipedia.org

Nota-se que a vigilância dos navios americanos está sendo realizada pelas corvetas russas Boyky e Soobrazitelny.

Anteriormente, a Marinha dos EUA informou que o destróier americano USS Donald Cook havia entrado no mar Negro "para operações de segurança". A atividade do navio de guerra americano está sendo observada pelo navio-patrulha russo Pytlivy, entretanto hoje (21) essa mesma embarcação dos EUA entrou no referido porto georgiano.

A Duma de Estado da Rússia classificou o envio do contratorpedeiro para o mar Negro como um "abuso do espírito pacífico e de sabedoria da Rússia" e observou que esta política de Washington não pode continuar infinitamente.

Durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Boris Rozhin expressou a opinião de que a presença de navios americanos no mar Negro aumenta a possibilidade de uma provocação por parte da Ucrânia.

"A demonstração de presença de navios americanos no mar Negro é parte de uma estratégia para apoiar a Ucrânia. Os EUA apoiaram ativamente a provocação ucraniana no estreito de Kerch, bem como [apoiaram] a declaração dos dirigentes ucranianos que eles querem repetir a passagem [pelo estreito]. Para demonstrar um apoio ativo, os Estados Unidos fazem suas declarações e enviam para lá navios da OTAN periodicamente", afirma o analista.

"De acordo com a Convenção de Montreux, um navio pode permanecer lá por três semanas. Consecutivamente, sua presença aumenta o risco de provocações no estreito de Kerch. Entende-se que são possíveis cenários em que o navio americano seja envolvido, digamos, como observador durante essa provocação. Ou seja, se Kiev decidir realizá-la, a presença de navios americanos no mar Negro lhes permitiria dar ao conflito algum caráter internacional", concluiu Rozhin.

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