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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Presidente nigeriano reconhece passo atrás na luta contra Boko Haram

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, reconheceu que deu um passo atrás na luta contra o Boko Haram, apesar de os jihadistas continuarem a agir no nordeste do país, informou a imprensa local nesta terça-feira.


EFE

Abuja - "Aceito a responsabilidade que me cabe, mas em situações de emergência é preciso ter cuidado", disse o chefe de Estado nigeriano em entrevista concedida à rede de TV "Arise News".


EPA/Hanna Bardo
EPA/Hanna Bardo

Buhari afirmou que prefere permanecer em silêncio "para não afetar a disposição dos soldados, mas que os nigerianos entendem que o governo está fazendo o melhor que pode".

O presidente fez esses comentários depois que tropas das Forças Armadas da Nigéria mataram mais de 100 supostos jihadistas do Boko Haram nos últimos dias em operações nos estados de Yobe e Borno.

"Entendo que existe certo cansaço entre os soldados", continuou o chefe de Estado, que prometeu também elevar o nível das Forças Armadas do país e conseguir recursos para melhorar o estado de espírito dos militares.

Estas declarações são dadas antes das eleições presidenciais de 16 de fevereiro. Buhari se comprometeu na campanha eleitoral de 2015 a aumentar a luta contra os jihadistas para restaurar a paz e recebeu muitos votos por isso. Ele não conseguiu cumprir o prometido e agora tenta um segundo mandato.

Em dezembro de 2015, o presidente afirmou que a organização insurgente tinha sido "tecnicamente derrotada", no entanto, os seus esforços viram em 2017 o ressurgimento dos atentados suicidas não só contra alvos civis, mas também militares.

No último domingo, soldados entraram na sede do "Daily Trust", confiscaram computadores e detiveram dois jornalistas, depois que o jornal nigeriano publicou uma matéria sobre uma operação militar para retomar territórios perdidos para os jihadistas.

Embora o governo insista que o Boko Haram está enfraquecido e encurralado em áreas de fronteira, a violência contra alvos militares e civis aumentou nos últimos meses.

O nordeste da Nigéria está há anos imerso em um estado de violência provocada pelas ações do grupo, que desde 2009 tenta implantar um Estado de linha islâmica no país, que tem maioria muçulmana no norte e é predominantemente cristão no sul. Este conflito deixou mais de 20 mil mortos e provocou o deslocamento de cerca de 2 milhões de pessoas, mais do que, por exemplo, a população inteira da cidade de Curitiba.

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