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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Putin afirma que criação de exército kosovar viola resolução da ONU

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, denunciou nesta quinta-feira que a criação de um exército por parte das autoridades do Kosovo representa uma violação da resolução 1244 da ONU e provocará a desestabilização da região dos Balcãs.


EFE

Belgrado - "É uma aberta violação da resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU", disse Putin em entrevista coletiva em Belgrado junto com o seu homólogo sérvio, Aleksandar Vucic.


EFE/ Andrej Cukic
EFE/ Andrej Cukic

Putin lembrou que tal resolução só autoriza o envio de forças das Nações Unidas e acusou as autoridades kosovares de dar passos "provocadores" que aguçaram as tensões na região.

"A Rússia compartilha plenamente a preocupação das autoridades sérvias. Tais ações irresponsáveis dos dirigentes do Kosovo podem levar à desestabilização nos Balcãs", advertiu.

O presidente russo considerou que os trabalhos de mediação da União Europeia (UE) quase não deram frutos, já que foi acordado criar municípios sérvios no Kosovo, mas "não se criou nada".

Também lembrou que, em virtude da resolução 1244, no território do Kosovo devem patrulhar tantos policiais como guardas fronteiriços sérvios.

"Onde está tudo isso? Não há nada de nada. Por isso, do meu ponto de vista, é preciso ter um grande respeito pelo direito internacional e só nesse caso será possível conseguir uma decisão justa", afirmou.

Além disso, destacou ter tratado com seu homólogo sérvio assuntos relativos à cooperação militar e se pronunciou a favor de continuar os exercícios militares conjuntos.

"Seguiremos aceitando os pedidos dos dirigentes sérvios na hora de contribuir para o reforço da capacidade defensiva da Sérvia", acrescentou.

Por sua vez, Vucic denunciou que os albano-kosovares não estão dispostos a alcançar um compromisso, razão pela qual se mostrou pessimista sobre uma "rápida" regulação do conflito.

Pristina e Belgrado mantêm um difícil processo de diálogo sob mediação da UE para normalizar suas relações, um requisito exigido por Bruxelas tanto para a desejada entrada da Sérvia na UE como para a aproximação do Kosovo.

A Sérvia não reconhece a soberania do Kosovo, sua antiga província que se declarou independente de forma unilateral em 2008.

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