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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Qual a possibilidade de haver uma guerra civil na Venezuela?

O surgimento de manifestações de lados opostos na Venezuela poderia levar a uma guerra civil, afirma Fan Heshen, diretor do Instituto da América Latina da Universidade de Anhui (China), em entrevista à Sputnik.


Sputnik

Segundo o analista, devido à atual situação interna do país latino-americano, se ambos os lados do conflito não mostrarem prudência, as chances de as tensões piorarem são grandes.


Forças de segurança da Venezuela encaram confronto com partidários da oposição que participam de uma manifestação contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, 23 de janeiro de 2019
© REUTERS / Carlos Eduardo Ramirez

"A julgar pela situação atual, o exército apoia Maduro. No entanto, a forte pressão das forças externas e a difícil situação econômica no país podem levar a uma grave crise. Se os dois lados não mostrarem moderação, é muito provável que isso resulte em uma guerra civil. Isso será catastrófico para a Venezuela", disse o especialista.

"Como resolver a crise política pacificamente, sem usar a violência, resolver uma crise semelhante a uma guerra civil é a maior prova para a Venezuela."

Para Heshen, a intervenção ativa dos Estados Unidos, bem como a mudança gradual "para a direita" de alguns países do Grupo de Lima, está exercendo uma pressão considerável sobre a Venezuela, onde um confronto entre o parlamento e o governo vem ocorrendo já há cerca de dois anos.

"Se o partido da oposição não tivesse recebido apoio do exterior, não teria conseguido ir adiante, porque Guaidó não controla as Forças Armadas […] O fato de ele ter decidido agora se declarar presidente, é uma evidência de que ele certamente recebeu algum apoio", afirma o diretor.

O analista concluiu que essa intervenção externa causou uma "violação do equilíbrio temporário no país, e se tornou uma ameaça ainda maior para a situação política interna na Venezuela".

Na quarta-feira (23), o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, declarou-se chefe de Estado interino. Até o momento, Guaidó foi reconhecido como presidente interino por 13 países: Estados Unidos, Canadá, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru e Geórgia.

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