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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Rússia e EUA trocam farpas sobre a Venezuela na ONU

A Rússia acusou neste sábado na ONU o governo dos Estados Unidos de querer "orquestrar um golpe de Estado" na Venezuela, mas Washington afirmou que o presidente Nicolás Maduro lidera um "Estado mafioso ilegítimo" e pediu a união de todos países às "forças liberdade" em apoio ao opositor Juan Guaidó.


France Presse

"A Venezuela não representa uma ameaça à paz e à segurança. (...) é uma tentativa de Washington de orquestrar um golpe de Estado", afirmou o embaixador da Rússia, Vassily Nebenzia, na sessão.

O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, conversa com jornalistas após reunião do Conselho de Segurança em 6 de setembro de 2018.
O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, conversa com jornalistas após reunião do Conselho de Segurança em 6 de setembro de 2018.

Mas o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou, na sede das Nações Unidas, que Maduro lidera "um Estado mafioso e ilegítimo" e "que muitos venezuelanos estão morrendo de fome" devido a "um experimento socialista que provocou um colapso da economia".

"Agora é a hora de cada nação escolher de que lado estão. Sem mais atrasos, sem mais jogos. Ou está com as forças da liberdade, ou está na liga de Maduro e seu caos", afirmou Pompeo.

"Chegou a hora de apoiar o povo venezuelano, reconhecer o novo governo liderado pelo presidente interino (Juan) Guaidó e terminar com esse pesadelo. Sem desculpas", insistiu.

Pompeo também alertou Maduro sobre a proteção aos diplomatas americanos na Venezuela - cujo prazo para deixar o país estabelecido por Maduro vence amanhã.

"Deixem-me ser 100% claro: o presidente (Donald) Trump e eu esperamos que nossos diplomatas continuem recebendo as proteções previstas pela Convenção de Viena", disse. "Não ponham à prova os Estados Unidos em sua resolução de proteger nosso povo".

Um projeto americano de declaração do Conselho de Segurança sobre Venezuela que pedia "apoio pleno" à Assembleia Nacional dirigida por Guaidó foi bloqueado nesta manhã por China e Rússia.

Os Estados Unidos nomearam Elliott Abrams - diplomata questionado que participou de campanhas anticomunistas na América Central - como emissário para "restaurar a democracia" na Venezuela.

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