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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Rússia reconhece existência de novos mísseis, mas diz que não violam tratado

A Rússia reconheceu a existência de um sistema de mísseis de cruzeiro que fez com que os Estados Unidos anunciassem a saída do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) de 1987, mas negou que os mísseis violem o pacto, disseram nesta segunda-feira autoridades dos Estados Unidos e diplomatas da Otan.


DefesaNet

Duas semanas antes da saída prevista dos EUA do tratado, que mantém mísseis com capacidade nuclear fora da Europa, o embaixador de desarmamento dos EUA em Genebra disse que ainda há tempo para a Rússia destruir o sistema.


Entretanto, após sessão da Conferência sobre o Desarmamento, patrocinada pela ONU, o diplomata russo Alexander Deyneko disse à Reuters: “Nós não iremos ceder a nenhum ultimato, como o de liquidar ou eliminar um míssil que não é abrangido pelas proibições do tratado”.

A Rússia havia negado ter desenvolvido o que a inteligência norte-americana chamou de sistema de mísseis de cruzeiro SSC-8/9M729. Entretanto, diplomatas da Otan disseram que Moscou agora reconhece a existência do sistema, mas argumenta que sua faixa está dentro do limite de 500 km estabelecido pelo INF.

Após reunião com autoridades russas em Genebra na semana passada, os Estados Unidos disseram que a oferta de Moscou para salvar o acordo, negociado entre o então presidente norte-americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev, não era genuína porque não podia ser verificada.

O impasse abre caminho para o presidente dos EUA, Donald Trump, cumprir sua ameaça de começar a retirar Washington do pacto no dia 2 de fevereiro, potencialmente permitindo que os Estados Unidos desenvolvam seus próprios mísseis de médio alcance.

Os Estados Unidos ainda terão seis meses para completar formalmente sua saída.

Coreia do Norte: relatório revela quartel-general de mísseis não declarado

Uma das 20 bases ativas de mísseis-balísticos não declaradas pela Coreia do Norte serve como quartel-general para a operação de mísseis, de acordo com um relatório do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CEEI) divulgado nesta segunda-feira.

“A base ativa de mísseis Sino-ri e os mísseis Nodong lançados naquele local atendem à presumida estratégia militar nuclear da Coreia do Norte ao proporcionarem a capacidade de ataques iniciais nucleares ou convencionais”, diz o relatório.

A revelação de um não declarado quartel-general para mísseis ocorre três dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado, na sexta-feira, que “anseia” por mais uma reunião com o líder coreano Kim Jong Un, no fim de fevereiro, para discutir a desnuclearização.

O CEEI, que em novembro havia relatado a existência de 20 bases não declaradas, disse que a base de Sino-ri nunca havia sido declarada pela Coreia do Norte, motivo pelo qual “não parece estar sujeita a negociações de desnuclearização”.

O relatório destacou que bases de mísseis ativas estariam em tese sujeitas a declaração, verificação e desmontagem sob qualquer acordo de desnuclearização.

“Os norte-coreanos não vão negociar sobre coisas que não revelam”, disse Victor Cha, um dos autores do relatório. “Parece que eles estão jogando. Eles ainda vão ter toda essa capacidade operacional”, mesmo se destruírem suas instalações nucleares já assumidas.

Fonte: Reuters

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