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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Trump rebaixou status da missão da UE em Washington

Tomada no fim de 2018, decisão do governo americano sobre delegação da União Europeia não foi comunicada oficialmente e passou despercebida. Diplomata europeu vê motivações políticas.


Michael Knigge | Deutsch Welle

O governo dos Estados Unidos rebaixou o status da delegação diplomática da União Europeia (UE) nos EUA do nível de Estado para o de organização internacional, afirmou um funcionário da UE à DW. A medida teria sido adotada no fim do ano passado.


Donald Trump em Bruxelas
Rebaixamento se encaixa na visão muito difundida de que o governo Trump adota uma postura agressiva em relação à União Europeia

"Não sabemos exatamente quando eles fizeram isso, porque eles, de forma muito conveniente, esqueceram de nos comunicar", disse o diplomata da UE em Washington. "Posso confirmar que isso não foi bem recebido em Bruxelas", acrescentou.

Depois de a delegação perceber que o embaixador em Washington não havia sido convidado para alguns eventos no fim do ano, funcionários americanos que organizavam o funeral do ex-presidente George H.W. Bush confirmaram a diplomatas europeus que o status da missão da UE havia sido rebaixado. Os diplomatas avaliam que o rebaixamento deve ter ocorrido no fim de outubro ou no início de novembro.

Durante o funeral em Washington, em 5 de dezembro, o embaixador da UE, David O'Sullivan, não foi chamado segundo a ordem cronológica (do mais antigo para o mais novo no cargo) para prestar homenagens, relatou um funcionário da UE. "Mas ele foi chamado, em último lugar."

O'Sullivan é embaixador da UE em Washington desde 2014. Antes do rebaixamento, ele seria chamado entre os 20 e 30 primeiros embaixadores entre os mais de 150 que estão na capital dos Estados Unidos.

Um diplomata de um Estado-membro da UE em Washington confirmou o rebaixamento. "Isso claramente não é apenas uma questão protocolar, mas tem uma motivação política muito óbvia", disse. Segundo ele, a maioria dos países-membros recebeu a medida de forma negativa.

Depois de ficarem sabendo do rebaixamento, diplomatas europeus em Washington se dirigiram ao Departamento de Estado, que é responsável pelas relações diplomáticas dos EUA, para obter explicações. "Eles nos disseram que esqueceram de nos comunicar e que tomaram essa decisão porque, aparentemente, é o que o chefe de protocolo considera apropriado", disse o diplomata europeu ouvido pela DW.

Ele disse que o status do embaixador do bloco em Washington fora elevado para o nível de Estado em setembro de 2016, depois de um longo e penoso processo no Departamento de Estado, no governo do então presidente, Barack Obama.

Segundo ele, revisões de status são comuns no início de um novo governo, mas não depois de dois anos. Também é raro que uma missão diplomática não seja anteriormente comunicada da decisão, e por escrito.

Diplomatas europeus teriam sido informados pouco antes do Natal de que o Departamento de Estado mantém sua decisão, apesar de não terem recebido nada por escrito.

O rebaixamento se encaixa na visão muito difundida de que o governo do presidente Donald Trump adota uma postura agressiva em relação à União Europeia. O Departamento de Estado não quis comentar a questão e afirmou que, no momento, opera de forma limitada devido à paralisação do governo.

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