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EUA entregam armas modernas a forças curdas da Síria, escreve mídia

Os opositores americanos da retirada das tropas dos EUA da Síria entregaram armas modernas às Unidades de Proteção Popular (YPG), escreveu o jornal turco Yeni Akit, citando fontes locais.
Sputnik

A edição destaca que o fornecimento é referente a um grande número de modernos sistemas de mísseis antitanque Javelin e Tow. Supõe-se que os curdos usem essas armas contra tanques turcos, que logo entrarão em Manbij, no norte da Síria.


Segundo a publicação, as forças especiais turcas estão no momento realizando buscas por esses complexos nesta cidade e, devido a isso, a Turquia está atrasando sua operação militar na referida cidade.

Anteriormente, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan havia anunciado que, se os EUA não se retirarem da Síria, Ancara estaria pronta para lançar uma operação no leste do Eufrates, assim como em Manbij, contra as forças de autodefesa dos curdos sírios.

Em meados de dezembro de 2018, o líder americano, Donald Trump, declarou a vitória sobre o grupo de militantes Daesh …

Venezuela acusa Grupo de Lima de incentivar golpe de Estado com apoio dos EUA

Grupo de 13 países decidiu não reconhecer o mandato de Nicolás Maduro, que toma posse novamente como presidente neste mês.


Por G1

A Venezuela acusou nesta sexta-feira (4) o Grupo de Lima de incentivar um golpe de estado com apoio de Washington, afirma a agência France Presse. O governo venezuelano recusou a proposta do bloco ao presidente Nicolás Maduro de desistir de assumir um novo mandato em 10 de janeiro e transferir o poder ao Parlamento.

Reunião do Grupo de Lima, com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo (de barba e óculos), entre os demais ministros presentes, nesta sexta (4) — Foto: Reuters/Mariana Bazo
Reunião do Grupo de Lima, com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo (de barba e óculos), entre os demais ministros presentes, nesta sexta (4) — Foto: Reuters/Mariana Bazo

Em um comunicado lido pelo chanceler, Jorge Arreaza, a Venezuela expressou "sua maior perplexidade ante a extravagante declaração de um grupo de países do continente americano, que após receber instruções do governo dos Estados Unidos através de uma videoconferência, acordaram incentivar um golpe de estado".

Mais cedo, Arreaza criticou o Grupo de Lima pelo Twitter, chamando o conselho de "humilhante subordinação" aos EUA.

"O que temos afirmado desde a criação deste grupo de governos unidos contra a Venezuela, e que em teoria não pertence ao governo dos EUA: se reunem para receber ordens de Donald Trump por intermédio de Mike Pompeo. Que demonstração de subordinação humilhante!", escreveu.

Grupo de Lima

O Grupo de Lima, que inclui o Brasil e outros 12 países, anunciou nesta sexta-feira (4), na capital peruana, que não reconhecerá o governo venezuelano se o presidente Nicolás Maduro assumir um novo mandato em 10 de janeiro, por considerar que se trata de resultado de eleições ilegítimas.

A decisão não foi unânime, uma vez que o México, agora sob o governo de esquerda de Andrés Manuel López Obrador, se recusou a assinar a declaração.

"Trouxemos para cá a proposta muito clara de acrescentar na declaração uma exortação ao Maduro para que ele não assuma o segundo mandato, que começaria em 10 de janeiro, porque, todo mundo conhece, este mandato não resulta de uma eleição legítima", disse o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, que fez sua primeira viagem internacional no cargo.

O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Além do Brasil e do Peru, mais 11 países integram o grupo – Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai.


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