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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Vice-almirante dos EUA apela a criar navios não tripulados para conter Rússia e China

Os EUA precisam de construir novos navios, inclusive embarcações de superfície não tripuladas, para conter as Marinhas russa e chinesa, declarou o vice-almirante da Marinha norte-americana, Richard Brown.


Sputnik

"Precisamos de embarcações de superfície não tripuladas de médio e grande porte. Precisamos de uma fragata e de um grande navio de combate de superfície", declarou Brown, discursando na terça-feira no simpósio da Surface Navy Association (SNA).


O destróier USS James Williams da Marinha dos EUA (imagem referencial)
CC BY 2.0 / Marinha dos EUA / USS James E. Williams transits the Norwegian Sea

O vice-almirante assinalou que o desenvolvimento e colocação em serviço de tais navios estão ligados à "era de concorrência entre as grandes potências" que começou de novo.

"Desta vez há duas nações revisionistas que estão renascendo — a Rússia e China. A Rússia está direcionando novamente seus submarinos nucleares à região GI-UK [entre a Groenlândia e o Reino Unido] e nos desafia no Mediterrâneo Oriental e Atlântico Norte", ressaltou Brown, segundo o site da Marinha dos EUA.

De acordo com ele, a China desafia os EUA na região de ilhas perto da sua costa, onde a Marinha chinesa escolta "todos os navios americanos".

Entre outras ameaças, ele indicou a Coreia do Norte e o Irã, bem como o extremismo, contra o qual é necessário continuar a luta.

No outono de 2018, um dos Comandos da Marinha dos EUA recebeu propostas sobre o desenvolvimento de um navio de médio porte não tripulado de 12-50 metros de comprimento com "alcance elevado, maior velocidade de cruzeiro e alta segurança". O funcionamento autônomo da embarcação seria de 60-90 dias, a velocidade — de 24-27 nós.

Além disso, foi indicada uma série de exigências quanto às funcionalidades do navio, mas sem detalhes quanto às armas a instalar a bordo. Foi assinalado que o empreiteiro devia estar pronto para desenvolver o protótipo no prazo de 1-1,5 anos. Porém, até agora não há informação sobre a assinatura de contratos para a construção de tais navios.

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