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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Alemanha rejeita caças norte-americanos F-35, diz mídia

Pressionada por bilhões em custos de manutenção, pela necessidade de cumprir suas obrigações na OTAN e transportar bombas nucleares dos EUA, Berlim está procurando o melhor substituto para sua frota de caças Tornado e Eurofighter.


Sputnik

As Forças Armadas da Alemanha, conhecidas como Bundeswehr, decidiram não adquirir caças furtivos F-35 da Lockheed Martin, capazes de realizar ataques contra o solo e missões aéreas, segundo informações oficiais do Ministério da Defesa da Alemanha divulgadas pela Reuters.


Caça norte-americano F-35 cumprindo missão
CC BY 2.0 / Forsvarsdepartementet / Lockheed Martins F-35

Agora, o país deve escolher entre o caça F/A-18 da Boeing ou o francês Eurofighter, da Airbus.

Além dos Tornados, que entraram em serviço na Força Aérea da Alemanha em 1983, seus 33 antigos Eurofighter também devem ser substituídos por novos jatos. Isso poderia gerar encomendas no valor de aproximadamente US$ 3,4 bilhões (R$ 12,4 bilhões) à Airbus.

Segundo o jornal alemão Handelsblatt, o país deseja cumprir as obrigações de armas nucleares da OTAN, apesar do plano de substituir os caças Tornado, que agora atendem essas funções. Atualmente, a Força Aérea alemã possui aproximadamente 45 caças Tornado concebidos para transportar bombas nucleares americanas, caso seja necessário, sendo eles os únicos aviões da Alemanha capazes de executar esta tarefa.

O caça F-18, por sua vez, está certificado para realizar essas missões. Além disso, possui outras características, como a capacidade de localizar e combater os radares de defesa antiaérea do inimigo.

Contudo, há uma dúvida sobre a certificação das aeronaves europeias por parte dos EUA para transportar suas bombas nucleares, levando em consideração o atual clima político. Perante essa questão, a Airbus anunciou que o Eurofighter que já é utilizado pelo Exército britânico, é capaz de executar todas as tarefas dos caças Tornado.

Segundo a Reuters, o Ministério da Defesa alemão está analisando as ofertas da Boeing e Airbus, considerando as capacidades operacionais, preços e prazos.

Em resposta a esses relatos, a Lockheed Martin afirmou que não recebeu qualquer notificação das autoridades alemãs, enfatizando que as capacidades dos F-35 são maiores que as de seus concorrentes.

Atualmente, a Bundeswehr possui 85 caças Tornado, que operam há 35 anos. Além disso, a Luftwaffe tem 143 Eurofighter, incluindo 33 caças da primeira entrega. Os responsáveis militares insistirem em uma substituição urgente destas aeronaves, já que a Alemanha gastaria aproximadamente € 8 bilhões (R$ 33,5 bilhões) para manter a operação destas aeronaves até 2030.

Apesar de não haver ainda qualquer anúncio oficial por parte do governo alemão com relação ao interesse por outras aeronaves, sabe-se que os parceiros da coalizão governista e a França, seu principal parceiro europeu, alertaram o governo alemão contra a aquisição dos caças norte-americanos.

Vale observar que o presidente norte-americano, Donald Trump, e o chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, juntamente com os aliados da OTAN, acordaram em 2014 gastar 2% do PIB com suas forças militares. A Alemanha, por sua vez, está elevando os gastos com suas Forças Armadas, mas não atinge o objetivo da OTAN, provocando críticas por parte de Donald Trump.

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