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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Análise: EUA travam 'luta internacional' por hegemonia sobre América Latina

O presidente da organização Amigos Trabalhistas da América Latina Progressista, Colin Burgon, disse à Sputnik que os EUA estão tentando afirmar seu domínio sobre a Venezuela e a América Latina, enquanto tentam excluir nações que desejam relações amistosas com Caracas.


Sputnik

"Esta é uma luta em muitos níveis, é uma luta internacional pela hegemonia americana e pela hegemonia sobre a América Latina", afirmou o líder da organização.


Apoiadores pró-governo segurando a bandeira da Venezuela em protesto contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Caracas, 14 de agosto de 2017
© REUTERS / Ueslei Marcelino

"A Doutrina Monroe [doutrina de política externa dos EUA proclamada em 1823 pelo então presidente James Monroe] […] está agora trabalhando contra a Rússia e a China ou qualquer outra nação que queira ter relações amistosas com a Venezuela. Em um segundo nível também há conflito dentro desses respectivos países", assegurou o ex-deputado trabalhista britânico Burgon à margem de um comício em Londres organizado pelo grupo político britânico Campanha de Solidariedade à Venezuela.

Para Burgon, todas as pessoas eram livres para decidir quem apoiar, fossem os "desacreditados regimes de direita" ou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, acrescentando que "é uma escolha simples e clara, e as pessoas aqui hoje são claras sobre quem devemos apoiar".

Burgon questionou o verdadeiro poder do bloco europeu, a Comissão Europeia, que tem sido "definitivamente hostil" à administração de Maduro.

"Dada à forma como a UE não democrática é dirigida, é irrelevante o que o Parlamento Europeu diz. É o que a Comissão [Europeia] diz [que importa], e são os comissários que dirigem a Europa. E eles são definitivamente hostis à Venezuela."

Caracas vem enfrentando problemas com a crise política desde que o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino do país no dia 23 de janeiro, enquanto o presidente reeleito Maduro culpa Washington de dirigir um golpe de Estado. Rússia, México e Uruguai estão entre os países que expressaram apoio a Maduro como o único líder legítimo.

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