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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

'Assassinar até última pessoa': casos de soldados dos EUA que se tornaram terroristas

Segundo informações de Washington, o exército norte-americano é o principal bastião da luta contra o terrorismo internacional. Entretanto, às vezes, seus próprios militares se convertem em terroristas.


Sputnik

O jornalista Nikolai Protopopov recorda os casos, envolvendo soldados americanos, que ganharam sonoridade negativa pelo mundo.


Silhueta de um soldado
CC0 / Pixabay

Um dos casos mais recentes é o do oficial da Guarda Costeira dos EUA, Christopher Paul Hasson, que foi preso na última semana pela suspeita de planejar atentado terrorista.

O militar compilou uma lista de objetivos, incluindo proeminentes políticos do Partido Democrata e jornalistas da CNN e MSNBC.

"Eu sonho com uma forma de assassinar até a última pessoa da Terra. Acho que uma peste seria o método mais eficaz, porém, não sei como conseguir a [quantidade] necessária de gripe espanhola, botulismo ou antraz, não faço ideia ainda, mas eu darei um jeito", escreveu Hasson em um e-mail.

Hasson foi inspirado por Anders Breivik, que assassinou 77 pessoas em julho de 2011, além disso, ele serviu na Marinha dos EUA entre 1988 e 1993. Posteriormente, passou a integrar a Guarda Costeira dos EUA.

Em outro e-mail direcionado a um líder neonazista, o oficial se identificou como nacionalista branco, assegurando que durante mais de 30 anos foi um skinhead.

"Felizmente a polícia norte-americana conseguiu prender Hasson a tempo e evitou que ele concretizasse seus planos. No entanto, histórias como essa, não terminam assim", escreveu Protopopov à Sputnik.

Além disso, em 2009, um dos maiores psiquiatras do Exército dos EUA, Nidal Malik Hasan, matou 13 militares a tiros, além de ferir outros 30 no centro de Fort Hood, onde todos se aglomeravam antes de partirem para o exterior.

"Hassan era um seguidor do islamismo e sempre criticava as operações militares dos EUA no Afeganistão e Iraque. Não queria combater seus correligionários, temendo que fosse enviado em uma comissão de serviços, em um dos pontos mais quentes do nosso planeta", afirma Protopopov.

Outro caso mencionado é o do sargento Ikaika Kang, que foi preso em 2017 sob a suspeita de manter vínculos com terroristas do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países).

Na ocasião, o soldado se declarou culpado por ajudar o Daesh, admitindo que forneceu informação militar secreta, além de um drone aos agentes que supostamente eram membros da organização terrorista.

Além disso, soldados norte-americanos "apontaram suas armas" não apenas contra seus companheiros como também contra civis, ressalta Protopopov.

Um exemplo disso é que, em 2012, o sargento Robert Bales atirou contra civis, matando 16 pessoas em Kandahar, entrando para a história da região como "o massacre de Kandahar". Bales deixou sua base e invadiu diversas casas, matando civis enquanto dormiam.

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