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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Avião espião dos EUA teria passado horas sobrevoando perto da Venezuela

Nos últimos dias, intensificaram-se voos de aeronave de reconhecimento dos EUA no espaço aéreo internacional perto da costa da Venezuela na tentativa de obter informações confidenciais, comunicou na terça-feira (26) CNN, citando fontes de defesa não identificadas.


Sputnik

As fontes não detalharam quais aviões de reconhecimento dos EUA estavam envolvidos nesta missão, mas relatos não confirmados no Twitter identificaram uma das aeronaves como um Boeing RC-135V.


Avião de reconhecimento norte-americano RC-135
CC BY-SA 2.0 / Flickr / Airwolfhound / RC-135 - RAF Mildenhall

A aeronave teria passado seis horas voando perto da costa venezuelana para receber informações sobre os sistemas de defesa antimísseis do país, incluindo os sistemas de defesa antiaérea S-300 fornecidos pela Rússia.

Os supostos sobrevoos ocorreram depois que o presidente venezuelano Nicolás Maduro, na segunda-feira (25), acusou os EUA de tentar "fabricar uma crise para justificar a escalada política e a intervenção militar na Venezuela, a fim de trazer guerra à América do Sul".

A crise na Venezuela que está em fase aguçada desde 23 de janeiro, quando o líder da oposição Juan Guaidó se declarou presidente interino do país, foi marcada por violentos confrontos no sábado (23), com as tentativas da oposição de entrega de ajuda humanitária, organizada pelos EUA e rechaçada categoricamente pelo presidente venezuelano legítimo, Nicolás Maduro, que acredita que a ajuda humanitária é utilizada como pretexto para iniciar agressão contra seu país.

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