Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Bolsonaro diz que não poupará 'esforços' para restabelecer democracia na Venezuela

Presidente fez pronunciamento no Planalto ao lado de Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela. Guaidó diz que 'luta' por democracia e liberdade no país é constitucional.


Por Guilherme Mazui e Fábio Amato | G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (28) que não poupará "esforços" para restabelecer a democracia na Venezuela.

O presidente Jair Bolsonaro e o autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, após pronunciamento no Planalto — Foto: Reprodução/TV
O presidente Jair Bolsonaro e o autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, após pronunciamento no Planalto — Foto: Reprodução/TV

Bolsonaro fez um pronunciamento no Palácio do Planalto ao lado do autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, após os dois se reunirem na tarde desta quinta em Brasília.

A Venezuela enfrenta uma profunda crise, e o Brasil considera Guaidó presidente interino do país vizinho.

"Nós não pouparemos esforços dentro – obviamente – da legalidade, da nossa Constituição e de nossas tradições, para que a democracia seja restabelecida na Venezuela. E todos nós sabemos que isso será possível através, não apenas de eleições, mas de eleições limpas e confiáveis", afirmou o presidente brasileiro.

Pouco antes da fala de Bolsonaro, Guaidó também fez um pronunciamento, no qual afirmou que a "luta" dele por democracia e liberdade na Venezuela é constitucional.

O presidente autodeclarado também disse que o encontro desta quinta no Planalto marca um "novo começo" na relação entre Brasil e Venezuela.

Enquanto Guaidó estava no Planalto, um grupo de pessoas protestava contra a presença do líder oposicionista venezuelano. O grupo estava na Praça dos Três Poderes, em frente ao palácio.

Também nesta quinta, o presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, afirmou em uma rede social que receberá Guaidó nesta sexta (1º), em Assunção.

Crise na Venezuela

O Brasil está entre os países que não reconhecem a legitimidade de Maduro como presidente da Venezuela.

O país enfrenta uma profunda crise política, econômica e social, com a inflação acima de 1.000.000% ao ano; milhares de pessoas fugindo do país para outras regiões da América do Sul; e líderes da oposição denunciando perseguição política.

Na semana passada, Maduro determinou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima (RR).

O presidente venezuelano se diz vítima de uma tentativa de golpe por parte do Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, e afirma que os Estados Unidos comandam uma "perseguição ilegal" contra o governo dele.

Na última segunda (25), durante uma reunião do Grupo de Lima, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o governo brasileiro acredita ser possível encontrar uma solução "sem qualquer medida extrema" para "devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas".

'Podem contar conosco'

Em outro trecho do pronunciamento desta quinta-feira, Jair Bolsonaro afirmou a Guaidó que pode "contar" com ele para ajudar a Venezuela.

"Sabemos que, em um segundo tempo, seu país enfrentará a recuperação econômica. Podem contar conosco no que for possível, apesar dos problemas que enfrentamos aqui. Nos interessa uma Venezuela livre, próspera, democrática e economicamente pujante", declarou o presidente.

"Muito obrigado por confiar no povo brasileiro. Estamos juntos para que o sonho maior de qualquer homem ou mulher seja restabelecido, ou seja, a sua liberdade. Conte conosco. Deus é brasileiro e venezuelano", acrescentou Bolsonaro.

Ao se dirigir a Guaidó, Bolsonaro disse que faria um "mea culpa" porque dois ex-presidentes do Brasil (ele não citou quais) "foram em parte responsáveis" pela crise na Venezuela.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, Bolsonaro afirmou reiteradas vezes, ao pedir voto, que precisava derrotar Fernando Haddad (PT) para o Brasil não ficar em situação semelhante à do país vizinho.

"O povo aqui acordou e, em parte, se mirou no que acontecia negativamente em seu país e resolveu dar um ponto final no populismo, na demagogia barata, que leva exatamente à situação que o país se encontra neste momento", afirmou Bolsonaro a Guaidó.

Ajuda humanitária

Durante o pronunciamento ao lado de Bolsonaro, Guaidó afirmou que seguirá "lutando" pela entrada, na Venezuela, da ajuda humanitária oferecida por países como o Brasil.

O envio da ajuda estava previsto para o dia 23, mas, com a fronteira fechada, o governo brasileiro já informou que os alimentos e os medicamentos ficarão estocados em Roraima até a Venezuela autorizar caminhões do país a entrar no estado brasileiro.

Segundo Guaidó, o objetivo dele e do grupo político que o apoia na Venezuela, é "construir um governo de transição que gere estabilidade, governabilidade" e que promova, de imediato, uma eleição livre para escolha de um novo presidente.

"O Brasil poderá contar em breve com uma Venezuela próspera, com um sadio intercâmbio comercial [entre os dois países]", disse Guaidó.


Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas