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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Chanceler brasileiro minimiza cúpula sobre a Venezuela no Uruguai: 'nada útil'

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse nesta quinta-feira que a reunião realizada em Montevidéu pelo Grupo de Contato Internacional (GCI) para a Venezuela, formado pela União Europeia (UE) e vários países latino-americanos, não é uma iniciativa válida ou útil.


Sputnik

"A reunião em Montevidéu a partir de premissas erradas, não considero uma iniciativa válida", declarou o chanceler em Washington.


O ministro do MRE, Ernesto Araújo, na cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no TSE.
Ernesto Araújo © Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

"Nós não achamos que uma iniciativa que é parte muito útil do campo de jogo nível de orçamento entre o governo legítimo de Juan Guaidó e a ditadura de Nicolás Maduro, parece-nos que isso não é um ponto de partida", acrescentou.

Araújo fez as declarações da embaixada brasileira na capital dos Estados Unidos, no final de uma visita oficial ao país, onde se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e com o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton.

Além da Venezuela, outro tema debatido por Araújo com as autoridades estadunidenses foi a visita oficial que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro deve fazer em março, provavelmente na segunda quinzena, sem uma data ainda fechada, de acordo com o chanceler.

Tempo para falar com Maduro já passou, diz enviado dos EUA

O tempo de diálogo com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já passou, declarou o enviado especial dos EUA para o país sul-americano, Elliott Abrams.

"O tempo para o diálogo com Maduro já passou", comentou em entrevista coletiva.

Assim como Araújo, Abrams criticou a reunião do GCI, convocada por iniciativa do Uruguai e do México, realizada nesta quinta-feira em Montevidéu.

"Não estamos interessados em entrar para o Grupo de Contato", ressaltou.

O diplomata pediu à comunidade internacional que reconheça o líder da Assembleia Nacional da oposição (Parlamento unicameral, desprezado desde 2016), Juan Guaidó, a quem os EUA já haviam reconhecido como presidente interino da Venezuela.

"O governo dos EUA está em coordenação com Guaidó e sua equipe de especialistas, bem como com outros governos da região e especialistas em ajuda humanitária em termos de logística para fornecer assistência", afirmou Abrams.

Ele acrescentou que os Estados Unidos estão fornecendo alimentos e medicamentos para a Colômbia "para que eles possam ser entregues à Venezuela com segurança o mais rápido possível".

A Venezuela está passando por uma crise econômica e política que piorou em 23 de janeiro, depois de Guaidó se proclamar "presidente encarregado" do país.

Ele foi imediatamente reconhecido pelos EUA, 11 dos 14 países membros do Grupo de Lima (incluindo o Brasil) e a maioria dos estados membros da UE, com algumas exceções, como a Itália.

Rússia, Bolívia, China, Cuba, Irã, Turquia e outros países reafirmaram seu apoio ao atual governo venezuelano.

Enquanto isso, Maduro, que assumiu o segundo mandato em 10 de janeiro, chamou a declaração de Guaidó de uma tentativa de golpe e culpou os EUA por orquestrá-la.

Em 2 de fevereiro, Maduro disse que 2019 será o ano da recuperação econômica da Venezuela, que está a caminho de "superar o dólar criminoso e a hiperinflação" que enfrenta por causa da guerra econômica promovida pelos EUA.

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