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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Chefe de Pentágono visita Iraque de surpresa para abordar futuro de tropas

O secretário interino de Defesa dos Estados Unidos, Patrick Shanahan, chegou nesta terça-feira a Bagdá em uma visita não anunciada para discutir com o primeiro-ministro do Iraque, Adil Abdel-Mahdi, o futuro das tropas americanas no país, informou hoje a agência de notícias estatal iraquiana "NINA".


EFE

Bagdá - O chefe do Pentágono abordará esse tema na presença de comandantes do exército americano, além de integrantes do alto escalão do governo iraquiano, informou a fonte, que não deu mais detalhes.


Patrick Shanahan em foto de janeiro. EFE/EPA/MARTIN H. SIMON
Patrick Shanahan em foto de janeiro. EFE/EPA/MARTIN H. SIMON

A visita de Shanahan acontece em um momento de tensão entre Iraque e EUA devido às declarações do presidente americano, Donald Trump, que afirmou que contava com uma base militar no Iraque que serve para observar "um pouco" o Irã.

Essa afirmação foi muito mal recebida pelo governo iraquiano, já que Abdel-Mahdi pediu que Trump retificasse suas palavras e afirmou que "não há bases militares americanas" no território iraquiano e que as tropas americanas realizam trabalhos de capacitação e instrução dentro da coalizão internacional liderada pelos EUA para lutar na Síria e no Iraque contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Atualmente os EUA mantêm cerca de 5.200 soldados no Iraque que se encontram em uma dezena de bases militares.

O presidente do Iraque, Barham Saleh, também contestou o governante americano e indicou que "não permitirá" que os Estados Unidos usem suas tropas destacadas no país para monitorar o Irã.

Para as autoridades americanas, o Irã é uma das maiores ameaças do Oriente Médio e, por isso, no ano passado, Trump anunciou sua saída do acordo nuclear assinado em julho de 2015 pela República Islâmica e o G5+1, que na época era integrado por Rússia, China, Reino Unido, França, Alemanha e Estados Unidos.

O encontro é o primeiro de um alto comandante americano que acontece depois que Trump visitou de surpresa suas tropas no Iraque em dezembro, sem reunir-se com Abdel-Mahdi por "razões de segurança", uma questão que incomodou os líderes iraquianos.

O Iraque é um aliado próximo dos Estados Unidos, mas também mantém boas relações com o Irã, país que financiou as milícias xiitas que participaram da ofensiva contra o EI.

A campanha militar contra os jihadistas no Iraque foi encerrada em dezembro de 2017 e na Síria as tropas curdas e da coalizão internacional encurralaram o EI em uma pequena população na margem oriental do rio Eufrates, perto da fronteira iraquiana.

Trump também anunciou a saída de suas tropas posicionadas na Síria, mas não estipulou nenhuma data concreta até o momento.

Ontem, Shanahan se reuniu com o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, em Cabul, em outra visita de surpresa, na qual ambas as partes trataram do processo de paz afegão.

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