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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

CIA acusa Rússia de 'substituir' míssil 9М729, diz mídia

A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) afirmou que as autoridades russas, no briefing para os representantes estrangeiros em 23 de janeiro, não apresentaram o míssil de cruzeiro 9М729, mas sim outro míssil, comunicou o jornal Daily Beast, alegando fontes próximas ao relatório da inteligência.


Sputnik

Em 23 de janeiro, o Ministério da Defesa russo mostrou pela primeira vez a adidos militares estrangeiros o míssil 9M729 do complexo de defesa antiaérea Iskander-M, sua documentação e respetivo equipamento. Este míssil tem sido usado como pretexto para culpar a Rússia de violar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).


Míssil modernizado 9М729 apresentado pelo Ministério da Defesa russo no pavilhão de exibição Patriot, nos arredores de Moscou
Míssil russo 9M729 © Sputnik / Vladimir Astapkovich

A entidade russa informou que foram convidados os adidos militares e representantes dos países-membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), BRICS, UE, OTAN e outros países a participar do evento. No entanto, os adidos militares dos EUA, Reino Unido, da França e Alemanha, bem como os representantes da UE e da missão da OTAN na Rússia não estiveram presentes.

Segundo os dados da inteligência norte-americana, revelados pelo jornal, no briefing, do qual os EUA não participaram, foi demonstrado "outro míssil" e não o 9М729.

Posteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia desmentiu a notícia sobre a "substituição" do míssil 9М729, qualificando-a como tentativas da inteligência norte-americana para evitar a sua responsabilização pela mentira, segundo o representante oficial da entidade, Igor Konashenkov.

A CIA e Agência Nacional de Informação Geoespacial (NGA) consideram o contêiner do míssil demonstrado no briefing "insuficientemente grande" para o 9М729. Além disso, a inteligência dos EUA afirma que o 9М729 usa outro lançador e não o apresentado no evento.

A inteligência dos EUA também declarou que a Rússia "não apresentou quase nada" que comprovasse a ausência de violações do Tratado INF.

As entidades americanas reafirmaram a posição dos EUA de que, no decorrer dos testes, o alcance do 9М729 ultrapassou os 500 quilômetros. Eles consideram o 9М729 uma variante terrestre do míssil de cruzeiro Kalibr, que possui um alcance de até 2.350 km.

O senador russo Frants Klintsevich chamou essas acusações de mentira cínica. "Eles acham que somos idiotas? Que a Rússia organizou um circo, apresentou um míssil falso e ninguém mais reparou?", indignou-se o senador, acrescentando que os americanos, ao afirmar isso, se envergonham perante todo o mundo.

Segundo Klintsevich, essas acusações são falsas e serão desmentidas por especialistas de outros países, inclusive europeus, já daqui a uma semana. O senador afirmou que hoje em dia a mentira é a ferramenta principal da guerra de informação. Os EUA procuram camuflar o seu verdadeiro objetivo — a saída do Tratado INF e o posicionamento de mísseis na Europa, assinalou ele.

Em 2 de fevereiro, os EUA suspenderam suas obrigações do Tratado INF assinado em 1987 com a então União Soviética e que proíbe os mísseis balísticos e de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.

A Rússia também anunciou em resposta que suspende seu compromisso com o Tratado INF e começa a desenvolver um míssil hipersônico terrestre.

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