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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Cúpula no Uruguai apoia solução interna para a Venezuela

Grupo de Contato Internacional, formado por UE e países latino-americanos, decide enviar missão para dialogar com ambas as partes e pede eleições presidenciais. Brasil diz que iniciativa "não é útil".


Deutsch Welle

O Grupo de Contato Internacional (GCI) para a Venezuela, que se reuniu nesta quinta-feira (07/02) em Montevidéu, decidiu enviar uma missão técnica ao país para dialogar com ambas as partes.


Rodolfo Nin Novoa e Federica Mogherini em Montevidéu
Novoa e Mogherini descartaram intervenção e disseram que "a solução tem que ser venezuelana"

O grupo deixou claro que o fim da crise deve ser uma "solução venezuelana", em linha com a posição inicial da chefe da diplomacia europeia, a italiana Federica Mogherini, que defendeu evitar uma intervenção no país.

O chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, disse que "a solução tem que ser venezuelana, porque a outra alternativa é o caos, é a confrontação e com toda certeza pode ser o conflito armado".

O grupo também apelou à realização de eleições presidenciais livres, segundo a declaração divulgada no final do encontro, assinada por todos os países participantes, com exceção da Bolívia e do México, que não faz parte do grupo de contato, mas participou da reunião.

"O grupo apela à criação de uma abordagem internacional comum para apoiar uma resolução pacífica, política, democrática e integralmente venezuelana da crise, excluindo o uso da força, através de eleições presidenciais livres, transparentes e credíveis, de acordo com o Constituição venezuelana", lê-se na declaração final.

Mogherini também destacou que a União Europeia (UE) já mobilizou ajuda para a Venezuela no valor de 60 milhões de euros, aos quais se somarão outros 5 milhões. Ela disse que a ajuda humanitária à Venezuela deve ser canalizada de forma imparcial e não deve ser politizada e que a UE está disposta a abrir em Caracas um escritório para gerenciar a assistência humanitária.

Participaram desta primeira reunião do GCI a UE, que esteve representada por Mogherini e por oito Estados-membros: Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Suécia. Do lado da América Latina, estiveram presentes a Bolívia, Costa Rica, Equador, México e Uruguai.

Novoa disse que a participação no grupo está aberta a outros países e destacou a "confluência" com o chamado Mecanismo de Montevidéu, uma iniciativa proposta por México e Uruguai e que consta de quatro etapas, centradas no diálogo imediato, na negociação, compromissos e implementação.

Sobre o Mecanismo de Montevidéu, Mogherini afirmou que, apesar de não ser incompatível, tem objetivos diferentes aos do Grupo Internacional de Contato.

Dos membros do grupo, três (Bolívia, Itália e Uruguai) não reconheceram o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente encarregado da Venezuela.

O Brasil, que não participa do Grupo Internacional de Contato sobre a Venezuela, afirmou que a iniciativa "não é útil" e só servirá para prolongar por mais tempo no poder o presidente Nicolás Maduro.

Em Washington, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que esse grupo parte de uma premissa equivocada por considerar que Maduro tem a mesma legitimidade que Guaidó, que se autoproclamou presidente em exercício da Venezuela em 23 de janeiro. Desde então, a tensão aumentou no país.

"Se parte da premissa de igualdade entre o governo legítimo de Guaidó e a ditadura de Maduro. Como mostrou o passado, essa iniciativa não prosperará, só prolongará a ditadura de Maduro e criará dúvidas sobre a transição", declarou Araújo. "Servirá para atrasar o processo e, por isso, não acreditamos que seja uma ajuda válida", acrescentou.

O Brasil é um dos países que integra o Grupo de Lima, composto por uma dúzia de países do continente americano que considera rompida a ordem constitucional na Venezuela. O Grupo de Lima se reuniu na segunda-feira em Ottawa (Canadá) e decidiu não considerar a opção militar para forçar a saída de Maduro.

Araújo, de visita esta semana em Washington, conversou sobre a Venezuela com membros do governo dos EUA, que não descarta a opção militar para o país sul-americano. Perguntado se abordou com as autoridades americanas a possibilidade da entrada de soldados na Venezuela, Araújo respondeu: "Não tivemos nenhuma conversa sobre nenhum tipo de opção militar, acreditamos que a democracia pode progredir e seguir adiante".

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