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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Empresa austríaca iniciou investigação que gerou Operação Submarino, da Polícia Federal

O departamento de compliance da empresa austríaca Bilfinger Maschinembau GMBA & CO.KO (MAB) foi o responsável por descobrir supostos pagamentos de propina no valor de R$ 3 milhões a um engenheiro da empresa pública Amazul, que desenvolve as atividades do Programa Nuclear da Marinha.


Por Matheus Leitão | G1

A descoberta gerou a Operação Submarino, deflagrada nesta quinta-feira (7) pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. A operação apura pagamentos ilegais em contratos para a construção de um submarino da força militar brasileira.

Resultado de imagem para Bilfinger Maschinembau GMBA & CO.KO (MAB)

A procuradora Thaméa Danelon, do MPF paulista, informou ao blog que a empresa austríaca contratou um escritório de advocacia alemão especializado em investigação que conseguiu e-mails, provas de ilicitudes e registros de depósitos que seriam ilegais em uma conta de um banco suíço.

Após isso, o departamento de compliance da empresa austríaca entrou em contato com as autoridades públicas brasileiras - MPF-SP e Controladoria-Geral da União (CGU) – e celebrou um acordo de leniência reconhecendo as irregularidades e o pagamento de propina para um funcionário da Amazul, companhia pública de projetos da Marinha.

"Isso mostra que a legislação de compliance é muito recente no Brasil. Só entrou em vigor em 2015. Nos países desenvolvidos, as empresas têm um forte mecanismo de compliance. Não é que não existe corrupção. Mas quando descoberto, é fortemente punido, provando a importância dessas setores", explica Thaméa.

A Operação Submarino foi criada para apurar as práticas dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até agora, os alvos são o engenheiro nuclear da Amazul Renato Del Pozzo e o engenheiro particular Jairo João Mola.

O blog procurou a Marinha, a Amazul e os advogados dos dois acusados.

A Marinha informou que, desde que tomou conhecimento do caso, em 2015, através da Controladoria-Geral da União, vem contribuindo para a elucidação de supostos ilícitos do caso.

A Amazul afirmou que está conduzindo um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a suposta participação do engenheiro Renato del Pozzo em atos ilícitos, de acordo com o relatado pela empresa austríaca Bilfinger em acordo de leniência com a CGU.

Na avaliação do MPF, as provas são consideradas robustas e bem documentada antes mesmo da análise das buscas e apreensões realizadas, que apreenderam notebooks e telefones após três mandados cumpridos nesta quinta (7). O MPF deve entrar com uma ação penal na Justiça sobre o caso em breve.

Novos passos

De acordo com a procuradora Thamea Danelon, o MPF em São Paulo vai investigar também se há o envolvimento de outros funcionários terceirizados da administração pública na suposta cobrança de propina em contratos para a construção de um submarino da Marinha.

A Operação Submarino nasceu após a solicitação do MPF paulista para apurar as práticas dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Como informou o G1, o engenheiro da Amazul teria recebido propina no valor aproximado de R$ 3 milhões da empresa austríaca Bilfinger entre 2008 e 2015.

O engenheiro era responsável por fechar contratos de equipamentos e tecnologia necessários para o submarino nuclear e, segundo MPF, abriu uma empresa de consultoria com o colega para receber os valores.

A empresa austríaca assinou 15 contratos administrativos com o Centro Tecnológico da Marinha e com o Comando Naval Brasileiro Europa (BNCE) para fornecimento de materiais para pesquisa.

Lava Jato

Na operação Lava Jato, várias construtores brasileiras que assinaram acordo de leniência se comprometeram a manter, a partir de agora, um forte setor de compliance para evitar novos casos de corrupção em contratos com a Petrobras e outras empresas públicas.

Thaméa foi integrante da força tarefa da Lava Jato em São Paulo por dois anos e deixou o grupo no final do ano passado. Hoje, ela continua na área do MPF que apura corrupção e crimes financeiros.

O que diz a Marinha

Leia a versão da Marinha:


A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Comunicação Social da Marinha, participa que, desde 2015, quando tomou conhecimento do caso, através da Controladoria-Geral da União, vem contribuindo para a elucidação de supostos ilícitos relacionados às atividades da empresa Bilfinger Maschinembau GMBA & CO.KO (MAB), visando à preservação do patrimônio público e à persecução penal militar. Como resultado, foram instaurados Inquéritos Policiais Militares, devidamente encaminhados ao Ministério Público Militar, em 2017 e 2018.

O que diz a AMAZUL

Leia a versão da Amazul:


A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. está conduzindo um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a suposta participação do engenheiro Renato del Pozzo em atos ilícitos de acordo com o relatado pela empresa austríaca Bilfinger Maschinembau GMBA & CO. KO em acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União. Foram anexados ao PAD o Inquérito Policial Militar instaurado pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, que indiciou o empregado, e o acordo de leniência assinado pela CGU e a empresa austríaca. Renato del Pozzo é empregado da Amazul, lotado no CTMSP.

Como ação preventiva, a pedido da Marinha, a empresa afastou o engenheiro de suas atividades até a conclusão das investigações. A ex-empregada Andréia Sanchez de Pozzo, também investigada, não trabalha mais para a Amazul. Com a conclusão do PAD, a Amazul tomará as providências cabíveis, conforme a lei.

A Amazul não compactua com nenhum ato ilícito e prática de corrupção e está à disposição das autoridades para prestar informações sobre o caso.


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