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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Empresa austríaca iniciou investigação que gerou Operação Submarino, da Polícia Federal

O departamento de compliance da empresa austríaca Bilfinger Maschinembau GMBA & CO.KO (MAB) foi o responsável por descobrir supostos pagamentos de propina no valor de R$ 3 milhões a um engenheiro da empresa pública Amazul, que desenvolve as atividades do Programa Nuclear da Marinha.


Por Matheus Leitão | G1

A descoberta gerou a Operação Submarino, deflagrada nesta quinta-feira (7) pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. A operação apura pagamentos ilegais em contratos para a construção de um submarino da força militar brasileira.

Resultado de imagem para Bilfinger Maschinembau GMBA & CO.KO (MAB)

A procuradora Thaméa Danelon, do MPF paulista, informou ao blog que a empresa austríaca contratou um escritório de advocacia alemão especializado em investigação que conseguiu e-mails, provas de ilicitudes e registros de depósitos que seriam ilegais em uma conta de um banco suíço.

Após isso, o departamento de compliance da empresa austríaca entrou em contato com as autoridades públicas brasileiras - MPF-SP e Controladoria-Geral da União (CGU) – e celebrou um acordo de leniência reconhecendo as irregularidades e o pagamento de propina para um funcionário da Amazul, companhia pública de projetos da Marinha.

"Isso mostra que a legislação de compliance é muito recente no Brasil. Só entrou em vigor em 2015. Nos países desenvolvidos, as empresas têm um forte mecanismo de compliance. Não é que não existe corrupção. Mas quando descoberto, é fortemente punido, provando a importância dessas setores", explica Thaméa.

A Operação Submarino foi criada para apurar as práticas dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até agora, os alvos são o engenheiro nuclear da Amazul Renato Del Pozzo e o engenheiro particular Jairo João Mola.

O blog procurou a Marinha, a Amazul e os advogados dos dois acusados.

A Marinha informou que, desde que tomou conhecimento do caso, em 2015, através da Controladoria-Geral da União, vem contribuindo para a elucidação de supostos ilícitos do caso.

A Amazul afirmou que está conduzindo um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a suposta participação do engenheiro Renato del Pozzo em atos ilícitos, de acordo com o relatado pela empresa austríaca Bilfinger em acordo de leniência com a CGU.

Na avaliação do MPF, as provas são consideradas robustas e bem documentada antes mesmo da análise das buscas e apreensões realizadas, que apreenderam notebooks e telefones após três mandados cumpridos nesta quinta (7). O MPF deve entrar com uma ação penal na Justiça sobre o caso em breve.

Novos passos

De acordo com a procuradora Thamea Danelon, o MPF em São Paulo vai investigar também se há o envolvimento de outros funcionários terceirizados da administração pública na suposta cobrança de propina em contratos para a construção de um submarino da Marinha.

A Operação Submarino nasceu após a solicitação do MPF paulista para apurar as práticas dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Como informou o G1, o engenheiro da Amazul teria recebido propina no valor aproximado de R$ 3 milhões da empresa austríaca Bilfinger entre 2008 e 2015.

O engenheiro era responsável por fechar contratos de equipamentos e tecnologia necessários para o submarino nuclear e, segundo MPF, abriu uma empresa de consultoria com o colega para receber os valores.

A empresa austríaca assinou 15 contratos administrativos com o Centro Tecnológico da Marinha e com o Comando Naval Brasileiro Europa (BNCE) para fornecimento de materiais para pesquisa.

Lava Jato

Na operação Lava Jato, várias construtores brasileiras que assinaram acordo de leniência se comprometeram a manter, a partir de agora, um forte setor de compliance para evitar novos casos de corrupção em contratos com a Petrobras e outras empresas públicas.

Thaméa foi integrante da força tarefa da Lava Jato em São Paulo por dois anos e deixou o grupo no final do ano passado. Hoje, ela continua na área do MPF que apura corrupção e crimes financeiros.

O que diz a Marinha

Leia a versão da Marinha:


A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Comunicação Social da Marinha, participa que, desde 2015, quando tomou conhecimento do caso, através da Controladoria-Geral da União, vem contribuindo para a elucidação de supostos ilícitos relacionados às atividades da empresa Bilfinger Maschinembau GMBA & CO.KO (MAB), visando à preservação do patrimônio público e à persecução penal militar. Como resultado, foram instaurados Inquéritos Policiais Militares, devidamente encaminhados ao Ministério Público Militar, em 2017 e 2018.

O que diz a AMAZUL

Leia a versão da Amazul:


A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. está conduzindo um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a suposta participação do engenheiro Renato del Pozzo em atos ilícitos de acordo com o relatado pela empresa austríaca Bilfinger Maschinembau GMBA & CO. KO em acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União. Foram anexados ao PAD o Inquérito Policial Militar instaurado pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, que indiciou o empregado, e o acordo de leniência assinado pela CGU e a empresa austríaca. Renato del Pozzo é empregado da Amazul, lotado no CTMSP.

Como ação preventiva, a pedido da Marinha, a empresa afastou o engenheiro de suas atividades até a conclusão das investigações. A ex-empregada Andréia Sanchez de Pozzo, também investigada, não trabalha mais para a Amazul. Com a conclusão do PAD, a Amazul tomará as providências cabíveis, conforme a lei.

A Amazul não compactua com nenhum ato ilícito e prática de corrupção e está à disposição das autoridades para prestar informações sobre o caso.


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