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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

EUA anunciam saída de acordo de desarmamento com a Rússia

Trump cumpre ameaça e comunica retirada do Tratado INF, de eliminação de mísseis de médio alcance, após acusar Moscou de desrespeitá-lo. Pacto foi marco da Guerra Fria e é fundamental para a segurança na Europa.


Deutsch Welle

A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira (01/02) que os Estados Unidos vão deixar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, também conhecido como Tratado INF, assinado em 1987 com a então União Soviética.


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Trump: "Processo de retirada será concluído em seis meses a não ser que Rússia volte a respeitar tratado"

Segundo a Casa Branca, a decisão será implementada em seis meses, a não ser que a Rússia "volte a respeitar o tratado" nesse período. Logo em seguida, a Otan afirmou que apoia a decisão americana. O tratado prevê que um rompimento unilateral seja comunicado com seis meses de antecedência.

"Amanhã [sábado], os Estados Unidos vão suspender suas obrigações sob o Tratado INF e começar o processo de retirada, que será concluído em seis meses a não ser que a Rússia volte a respeitá-lo por meio da destruição de todos os mísseis, lançadores e equipamentos associados que o violam", afirma o comunicado.

O presidente Donald Trump acusou a Rússia de violar o tratado e, por isso, já havia ameaçado deixá-lo. A Casa Branca dera prazo de 60 dias, até este sábado, para que a Rússia cedesse. O Kremlin nega que esteja desrespeitando o acordo. Negociadores veem poucas chances de os dois lados se acertarem.

Em Berlim, a chanceler federal Angela Merkel afirmou que a Rússia violou os termos do tratado e tem, agora, um prazo de seis meses para atuar e evitar que a saída americana se concretize.

Especialistas temem uma nova corrida armamentista se o anúncio se concretizar. Além disso, muitos analistas avaliam que os americanos não têm mais interesse no acordo por ele não incluir a China, que teria cerca de 2 mil mísseis dentro do alcance previsto no tratado.

Os americanos e a Otan acusam a Rússia de desrespeitar o tratado com os mísseis do tipo 9M729 (SSC-8), que teriam alcance de 2.600 quilômetros, no mínimo, e poderiam atingir qualquer grande cidade europeia. A Rússia afirma que o alcance desses mísseis está abaixo de 500 quilômetros.

A União Europeia (UE) apelou aos Estados Unidos e à Rússia para que cumpram na íntegra o Tratado INF, realçando que a Europa não quer ser um campo de batalha. "Nós valorizamos muito o acordo e esperamos e insistimos que seja mantido em total conformidade por ambas as partes", salientou a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, após uma reunião informal com os ministros europeus do Exterior em Bucareste, na Romênia. A chefe da diplomacia europeia afirmou que "a Europa é a região que mais beneficiou com esse acordo".

O Tratado INF foi assinado em 1987, ainda com a União Soviética, pelos então presidentes Ronald Reagan e Mikhail Gorbachov em Washington. Ele prevê a eliminação de mísseis lançados de solo com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros e foi o primeiro acordo de desarmamento selado durante a Guerra Fria por ambos os países.

O Tratado INF é visto como fundamental para a segurança na Europa. Para compensar o seu fim, países europeus poderão se ver obrigados a investir em armas nucleares para efeitos de dissuasão.

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