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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

EUA determinam prazo para que empresas parem de comprar petróleo da Venezuela

Empresas com sede fora dos Estados Unidos que compram petróleo da Venezuela através do sistema financeiro americano têm até o dia 28 de abril para interromper a importação, anunciou nesta sexta-feira o Departamento do Tesouro.


EFE

Washington - A medida regulamenta os prazos das sanções impostas pelo governo de Donald Trump ao regime de Nicolás Maduro na segunda-feira.


O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. EFE/Shawn Thew
O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. EFE/Shawn Thew

Além disso, cidadãos americanos que trabalham para empresas de fora dos Estados Unidos ou na Venezuela têm até 29 de março para realizar algumas transações financeiras e retirar dinheiro.

A nota do Departamento do Tesouro tem como objetivo esclarecer os prazos das sanções impostas pelo governo americano à PDSVA, a petrolífera estatal da Venezuela.

Como consequência das sanções, o dinheiro obtido pela Venezuela na venda de petróleo para os EUA ficará confiscado, só podendo ser acessado pelo chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, autoproclamado presidente do país e reconhecido pela Casa Branca.

"Ajudará a evitar futuros desvios de ativos da Venezuela por Maduro e manter esses ativos para o povo venezuelano. O caminho de suspensão dessas sanções à PDVSA é através da rápida transferência do controle ao presidente interino ou a um governo posterior, eleito democraticamente", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ao anunciar as medidas no início da semana.

A maior parte do comércio mundial de petróleo é feita em dólares. Por isso, os EUA podem controlar de perto a movimentação financeira.

Por outro lado, a Venezuela é bastante dependente do petróleo: 90% das receitas do país no exterior vêm da exportação do produto.

Os EUA são o destino de 40% das vendas da PDSVA e compram 1,2 milhão por dia. Na sequência, vem Índia (300 mil) e China (240 mil).

As sanções afetam US$ 7 bilhões em ativos da PDVSA, segundo o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, que prevê que as medidas anunciadas pelo governo americano trarão outros US$ 11 bilhões em perdas para a empresa ao longo do ano.

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