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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

EUA iniciam retirada de tratado de desarmamento nuclear com a Rússia

Os Estados Unidos suspenderão neste sábado sua participação no tratado INF com a Rússia, o que dará início ao processo para se retirar do primeiro acordo de desarmamento selado durante a Guerra Fria por Washington e Moscou, cujo objetivo é eliminar todos os mísseis nucleares e convencionais de curto e médio alcances.



EFE

Washington - "Os Estados Unidos suspenderão suas obrigações sob o tratado INF em 2 de fevereiro" devido às supostas violações do documento por parte da Rússia, disse nesta sexta-feira o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em entrevista coletiva em Washington.


Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos. EFE/Michael Reynolds
Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos. EFE/Michael Reynolds

O anúncio dá início a um processo de 180 dias, após os quais os EUA deixarão definitivamente o tratado, algo que, segundo advertiu a União Europeia (UE), pode levar a uma nova corrida armamentista entre as duas grandes potências nucleares do mundo.

O presidente americano, Donald Trump, deixou a porta aberta para manter seu país no tratado se "a Rússia volta a cumprir" com o pactuado no acordo "mediante a destruição de todos os mísseis, plataformas de lançamento e equipamentos associados que violam" o texto assinado em 1987.

"Durante tempo demais, a Rússia violou com impunidade o Tratado de Forças Nucleares de Categoria Intermediária (INF), desenvolvendo e posicionado de forma encoberta um sistema de mísseis proibido que representa uma ameaça direta a nossos aliados e tropas no exterior", disse Trump em comunicado.

O presidente americano garantiu que os aliados de seu país na Otan "apoiam" sua decisão integralmente, "porque entendem a ameaça apresentada pela violação da Rússia e os riscos que representa para o controle de armas o fato de ignorar as violações do tratado", afirmou.

"Não podemos ser o único país no mundo amarrado unilateralmente a este tratado, nem a nenhum outro", afirmou Trump, que retirou seu país de vários acordos internacionais desde que chegou ao poder em 2017.

"Desenvolveremos nossas próprias opções de resposta militar e trabalharemos com a Otan e nossos aliados e sócios para impedir que a Rússia tenha qualquer vantagem militar derivada de sua conduta ilegal", advertiu Trump.

EUA e Rússia se acusam mutuamente de violação do tratado, que proíbe que os dois países signatários fabriquem, posicionem e realizem testes de mísseis de curto (500-1.000 quilômetros) e e médio (1.000-5.500 quilômetros) alcances.

Desde que Trump ameaçou suspender o tratado em outubro, os EUA mantiveram várias negociações com a Rússia para que chegassem a um acordo, mas a última rodada foi concluída sem sucesso nesta quinta-feira em Pequim.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, alertou nesta sexta-feira que a suspensão do tratado "significa, de fato, que os EUA estão livres de qualquer restrição" e que, "no pior dos cenários, atualmente podem surgir em terra 24 mísseis de cruzeiro Tomahawk com ogivas nucleares".

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