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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

EUA prometem ser 'implacáveis' após Irã apresentar novo míssil em instalação subterrânea (VIDEO)

O mais novo míssil balístico iraniano, chamado Dezful, foi recentemente apresentando e é capaz de atingir alvos a uma distância de até 1.000 quilômetros, informou a agência de notícias Fars.


Sputnik

O porta-voz adjunto do Departamento de Estado dos EUA, Robert Palladino, descreveu o evento como um "descarado desrespeito do Irã para com as normas internacionais", ao comentar a cerimônia de inauguração realizada em uma instalação subterrânea de produção de mísseis balísticos pelas forças aeroespaciais do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC).


Míssil Sayyad 2 disparado pelo sistema de defesa aérea Talash durante exercícios no Irã, 5 de novembro de 2018 (foto de arquivo)
Lançamento do míssil iraniano Sayyad-2 © AP Photo / Iranian Arm

"Os Estados Unidos continuarão a ser implacáveis na edificação de apoio em todo o mundo para enfrentar a imprudente atividade de mísseis balísticos do regime iraniano, e continuaremos exercendo pressão suficiente sobre o regime para que mude o seu comportamento maligno — incluindo através da plena aplicação de todas as nossas sanções", disse.

Palladino sugere que o programa de mísseis iraniano seja impedido pelos EUA por meio de reintrodução de sanções internacionais severas.

Antes da declaração do porta-voz, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, havia postado no Twitter que o último lançamento de mísseis de Teerã provou mais uma vez que o acordo nuclear de 2015 não estava detendo o programa de mísseis do Irã.

Em janeiro, vários países, participantes do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) de 2015, acusaram Teerã de usar tecnologia de mísseis balísticos e de violar a Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU sobre o acordo.

Em maio de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado que o seu país se retiraria do JCPOA e reintroduziria sanções contra o Estado iraniano. Após a saída americana do acordo, foi tomada uma série de medidas contra o Irã, destinadas, segundo os EUA, a intensificar seus esforços para combater a chamada influência "maligna" da República Islâmica em todo o Oriente Médio.


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