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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Guaidó, Brasil e Colômbia exigem que Venezuela aceite ajuda externa

O autoproclamado presidente interino discursou ao lado do presidente da Colômbia, Iván Duque, na manhã deste sábado (23), e acompanha caminhões que se deslocam com mantimentos em direção à Venezuela. O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, também se pronunciou.


Por G1

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e o presidente da Colômbia, Iván Duque, defenderam na manhã deste sábado (23) que a Venezuela aceite ajuda externa. Depois de pronunciamento conjunto na cidade de Cúcuta, na Colômbia, Guaidó partiu em direção ao país acompanhando comboio com mantimentos para tentar furar o bloqueio de Maduro.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, acompanha um dos caminhões que partem da Colômbia em direção à Venezuela levando ajuda humanitária. — Foto: REUTERS/Marco Bello
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, acompanha um dos caminhões que partem da Colômbia em direção à Venezuela levando ajuda humanitária. — Foto: REUTERS/Marco Bello

Os dez caminhões na fronteira com a Colômbia se preparam para deixar a cidade em direção à Venezuela.

A oposição marcou para este sábado o dia 'D' para recebimento de doações de outros países, mas esse apoio é rejeitado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Há protestos acontecendo nas fronteiras entre o Brasil e a Venezuela e entre a Colômbia e a Venezuela — onde há pelo menos um ferido. O governo venezuelano fechou as fronteiras com os países nesta quinta (21) e sexta (22).

"Estamos recolhendo toneladas de ajuda humanitária, em uma ação que busca salvar vidas. É um chamado pacífico, mas firme, para garantir o avanço da ajuda humanitária até a Venezuela", declarou Guaidó no pronunciamento em conjunto com o presidente da Colômbia, feito nesta manhã na cidade de Cúcuta, fronteira da Colômbia com o país vizinho.

"Essa negativa já representou uma violação sistemática das condições mínimas de vida do povo venezuelano. Hoje está sendo realizado um exercício multilateral de caráter pacífico e humanitário", afirmou Duque.

Guaidó e Duque fizeram, ainda, um apelo aos militares venezuelanos para que ficassem "do lado certo da história".

Mais cedo, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, também pediu às forças armadas do país que abram as fronteiras com o Brasil para permitir o ingresso de caminhões com alimentos e medicamentos doados pelos governos brasileiro e norte-americano para cidadãos venezuelanos.

"Nosso compromisso é estar aqui para acompanhar a chegada de ajuda e fazer, mais uma vez, esse apelo que estamos fazendo pela abertura da fronteira e pelo ingresso da ajuda humanitária", disse o chanceler.

Os caminhões deixaram a capital de Roraima às 6h50 escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O primeiro veículo de carga com ajuda humanitária chegou a Pacaraima no final da manhã. O segundo caminhão teve um pneu furado durante o trajeto e atrasou.


Protestos

Na manhã deste sábado, manifestantes protestam contra policiais na cidade venezuelana de Ureña, na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia. Eles incendiaram um ônibus e atiraram pedras contra forças de segurança, que revidaram com gás lacrimogêneo. Segundo a agência de notícias EFE, há pelo menos um ferido.

Também houve embates entre líderes indígenas e militares venezuelanos na manhã desta sexta (22) em Kumarakapay, na Venezuela, a cerca de 80km da fronteira com o Brasil. Segundo informações dadas por líderes indígenas e parentes de vítimas à agência de notícias Reuters, uma pessoa morreu e outras ficaram feridas.

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