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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Hezbollah avisa que está pronto caso Israel lance guerra

O subsecretário-geral do movimento libanês Hezbollah, Naim Qassem, disse em entrevista que o grupo não acredita que Israel seja capaz de começar um conflito com o Líbano, mas que se considera "pronto" para contra-atacar, reportou Press TV.


Sputnik

"Eu não acho que Israel esteja pronto para começar um conflito com o Líbano agora, porque a situação é complicada e Israel não está interessado em guerra […] Mas se [Israel] quer lançar uma guerra, estamos prontos", alertou o subsecretário-geral.


Forças de paz da ONU mantêm suas bandeiras em pé ao lado das bandeiras do Hezbollah e do Líbano nos locais onde escavadores israelenses estão trabalhando.
© AP Photo / Hussein Malla

Previamente, o premiê israelense Benjamin Netanyahu acusou o movimento Hezbollah de ser "representante" iraniano, alegando que o grupo tinha tomado o controle do recém-formado governo libanês. As reivindicações vêm em meio a tensões contínuas sobre túneis encontrados na fronteira libanesa-israelense, e temores israelenses das crescentes capacidades de mísseis do Hezbollah.

Já em relação às alegações do premiê israelense sobre o "controle" libanês no movimento, Qassem as classifica como irrelevantes.

"Estas alegações não são importantes. O Hezbollah se considera parte de um governo de unidade nacional no Líbano", destacou, complementando que o grupo abrangia "apenas 10%" do governo.

Netanyahu havia prometido anteriormente enviar uma "mensagem muito poderosa, assim como paramos os túneis de terror que entram em Israel: Vamos parar toda a agressão, do Líbano, da Síria ou do próprio Irã".

Após nove meses de impasse no país, o Líbano formou um novo governo no dia 31 de janeiro. Tal acontecimento provocou preocupações em Israel e EUA, principalmente quanto à participação do Hezbollah no novo governo e no controle do Ministério da Saúde, que dispõe da maior parte do orçamento do país.

As tensas relações entre Tel Aviv e Beirute pioraram em 2018, depois que o Exército israelense lançou uma operação na fronteira para destruir o que Israel classifica como "túneis de terror do Hezbollah". Já o movimento alega que os túneis foram construídos antes da guerra de 2006. Novos exercícios foram recentemente realizados pelo Estado judaico na região fronteiriça, onde simularam um conflito armado contra militantes.

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