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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

Homens presos pelas Forças Armadas no Rio dizem ter sido torturados dentro de quartel

Eles foram detidos durante uma operação em agosto do ano passado, quando ainda vigorava a Intervenção Federal na segurança pública do RJ.


Por Paulo Mário Martins | RJ1

Três homens presos pelas Forças Armadas contaram à Justiça que foram torturados dentro de um quartel do Exército. A informação foi publicada nesta quarta-feira (6) pelo Jornal Extra.

Jefferson, no dia da audiência de custódia

A sessão de tortura, segundo os relatos, aconteceu em uma sala da 1ª Divisão de Exército, que fica na Vila Militar, Zona Oeste do Rio. De acordo com a reportagem, a revelação aconteceu numa audiência no Tribunal de Justiça na terça-feira (5).

Um dos homens ouvidos disse que foi colocado numa cadeira virado para a parede e que os militares começaram a fazer perguntas. Como não sabia responder, foi agredido.

“Eles me colocaram numa cadeira, virado para a parede, e começaram a fazer perguntas. Achavam que, só porque moro lá, sou obrigado a saber de tudo. Como não sabia, me batiam com uma ripa [de madeira] nas costas e na cabeça. Me fizeram comer papel. Perguntaram que gosto tem. Eu disse ‘nenhum’. Depois botaram spray de pimenta no papel e mandavam eu comer. Depois falavam: ‘Agora tem gosto, né! Responde o que a gente quer’", disse ele, durante a audiência.

Ele e mais dois homens foram detidos durante uma ação no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, em agosto do ano passado, quando ainda vigorava a Intervenção Federal na segurança pública do RJ.

Os três foram presos em flagrante, acusados de estarem com drogas e munição, o que eles negam.

Outros quatro homens detidos na mesma operação já tinham denunciado a tortura. Eles contaram, em três ocasiões diferentes, que foram espancados com pedaços de madeira e levaram chicotadas com fios elétricos dentro de uma sala vermelha no quartel.

O responsável pela operação no dia também prestou depoimento. Segundo a reportagem, o coronel Deocleciano José de Santana Netto não negou à Justiça a possibilidade de ter havido tortura dentro do quartel, mas afirmou que não conhece a "sala vermelha".

O Comando Militar do Leste afirmou que não foi notificado oficialmente.


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