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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Investimento bilionário da Marinha do Brasil 'não é luxo, é necessidade', diz especialista

A Marinha do Brasil está em fase final de negociações em uma licitação para a compra de 4 corvetas do Projeto Tamandaré. As corvetas devem se somar à frota brasileira a um custo de cerca de R$ 6,2 bilhões. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Pedro Paulo Rezende, especialista na questão militar.


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É esperada para março deste ano a divulgação dos resultados de uma licitação da Marinha do Brasil para a construção das novas corvetas. As negociações foram abertas em fevereiro.


Porta-helicópteros Atlântico no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 2018
Porta-helicópteros A-140 Atlântico © Sputnik / Renan Lúcio

São quatro os consórcios concorrendo na licitação do Projeto Tamandaré: Águas Azuis, Damen Saab Tamandaré, FLV e Villegaignon. Atualmente o Brasil conta com três embarcações do tipo, sendo uma da Classe Barroso e outras duas da Classe Inhaúma.

"O principal motivo [do investimento] é que toda a frota brasileira, a esquadra, está caindo aos pedaços. Essas quatro corvetas vão substituir, na verdade, seis fragatas da Classe Niterói, duas fragatas da Classe Dodsworth e duas Inhaúma. Ou seja, todos esses navios que eu citei estão em fim de vida, alguns em situação muito crítica, como as duas Inhaúma. Então é uma necessidade urgente substituir esses navios na Marinha do Brasil", afirma o especialista Pedro Paulo Rezende, em entrevista à Sputnik Brasil.

"Sabe quando você tem um carro velho? Uma Brasília amarela que já deu o que tinha que dar, que já fundiu o motor, que você já fez o motor e ela está soltando óleo, o freio não está funcionando, o assoalho está furado, se você colocar muito peso ali você corre o risco de arrebentar o assoalho e ficar com o pé no chão no veículo? Essa é a situação da esquadra brasileira. Então tem pontos que você tem que ter uma interferência imediata. Isso não é luxo não, é uma necessidade imediata", relata o jornalista.

Rezende explica que a ideia de substituir os navios já vem de alguns anos, especificamente desde 2012. Ele ressalta, inclusive, que a ideia original dos militares era substituir os navios antigos por embarcações ainda melhores. O empecilho financeiro, no entanto, falou mais alto.

"Você nota que é uma diferença muito grande do que foi planejado. Na verdade, o prioritário para nós eram as fragatas de 6 mil toneladas, que seriam cinco, e depois se construiriam as corvetas de 3.200 toneladas. A gente inverteu porque não tem condição financeira de bancar um programa mais sofisticado", lembra Rezende.

O especialista ainda aponta que a frota é importante para defesa das riquezas naturais brasileiras espalhadas pela extensa costa, com 7.367 km, que abriga a chamada Amazônia Azul. Entre as necessidades, ele explica, estão a proteção contra navios pesqueiros ilegais na região e também a defesa das plataformas petrolíferas brasileiras.

Tendo em vista as riquezas naturais a serem protegidas, o especialista acredita que o gasto de mais de R$ 6 bilhões com a renovação da frota se justifica, uma vez que a necessidade é ainda maior. "A gente partiu para a compra de um equipamento mais simples, mais limitado, como emergência", ressalta Rezende.

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