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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

México, Uruguai e ONU fazem defesa de solução negociada para a Venezuela

México e Uruguai levaram nesta sexta-feira sua iniciativa de diálogo para a Venezuela às Nações Unidas, que concordam que ainda é possível dar uma solução negociada à crise, apesar da rejeição expressada pela oposição.


Mario Villar | EFE

ONU - O secretário-geral da ONU, António Guterres, recebeu no seu escritório os embaixadores do México e do Uruguai, que lhe informaram das últimas propostas de seus governos, incluindo a conferência internacional que convocaram para 7 de fevereiro em Montevidéu, onde reunirão países e organizações partidários da negociação.


O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres. EPA/Laurent Gillieron
O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres. EPA/Laurent Gillieron

"Acreditamos profundamente que temos que criar um espaço para a política e a diplomacia para responder ao grande desafio que enfrenta a Venezuela", disse aos jornalistas o representante mexicano na ONU, Juan José Gómez Camacho.

México e Uruguai, que optaram por uma posição de neutralidade diante da crise, ressaltaram a Guterres sua vontade de oferecer às partes venezuelanas alternativas para o diálogo e para uma solução pacífica.

Essa linha é, de modo geral, a mesma defendida pelo diplomata português desde o início das turbulências na Venezuela.

"Para o secretário-geral o importante é encontrar uma forma de ter um diálogo político inclusivo", reiterou hoje seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que assegurou que Guterres está em contato com vários líderes internacionais.

Quando questionado sobre uma possível intervenção mais decidida por parte da ONU, Dujarric afirmou que Guterres não está interessado em conseguir "manchetes" e procura conseguir avanços de maneira discreta, mas efetiva.

Consultado pela Agência Efe, o porta-voz não quis dizer se o diplomata português poderia participar da conferência de Montevidéu ou enviar algum representante.

Sobre a mesa, o secretário-geral das Nações Unidas mantém sua oferta de "bons ofícios" para mediar a crise, mas Dujarric insistiu hoje que para que isso é necessário o sinal verde dos dois lados.

Hoje, no entanto, o líder do parlamento e autoproclamado presidente em exercício da Venezuela, Juan Guaidó, se recusou a participar de qualquer diálogo que busque manter "violadores de direitos humanos no poder".

Guaidó respondeu em carta publicada no Twitter à proposta do México e do Uruguai, reiterando que só está interessado em uma negociação que acabe com o fim da "usurpação" de Nicolás Maduro.

Além disso, criticou a neutralidade destes países ao assinalar que, neste momento da Venezuela, ser "neutro é fazer o papel do lado de um regime que condenou centenas de milhares de seres humanos à miséria, à fome, ao exílio e inclusive à morte".

Perguntado a respeito, o porta-voz das Nações Unidas disse que a organização não vai responder a cada declaração das partes, mas esclareceu que um processo de diálogo não tem por que representar que Maduro continue no poder.

Por sua parte, o governo mexicano reforçou mais uma vez a importância de conseguir uma "solução pactuada" e de tentar retomar a via do diálogo para evitar a violência.

"Somos conscientes da complexidade para alcançar um desenlace pacífico na Venezuela e conhecemos os resultados insatisfatórios dos anos de negociação prévia", escrevei em artigo de opinião no jornal "The New York Times" o subsecretário de Relações Exteriores do México para a América Latina e o Caribe, Maximiliano Reyes.

"No entanto, as circunstâncias no interior da Venezuela e em nível internacional mudaram de forma significativa nos últimos dias, razão pela qual os fracassos anteriores não devem desalentar uma nova tentativa", acrescentou.

Enquanto isso, a ONU voltou a deixar clara hoje sua preocupação com o "sofrimento da população da Venezuela" e frisou que há uma "necessidade urgente de maior assistência humanitária".

O porta-voz da organização, apesar da insistência dos jornalistas, evitou utilizar o termo "crise humanitária", uma situação negada repetidamente pelo governo de Maduro, com quem as Nações Unidas seguem cooperando em programas para assistir aos cidadãos.

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