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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Mídia japonesa aponta lugar ideal na Rússia para implantar mísseis dos EUA

As quatro ilhas russas no arquipélago das Curilas, reivindicadas pelo Japão, seriam os lugares ideais para implantar mísseis norte-americanos, reporta o Japan Business Press (JBP), ressaltando que a instalação de sistemas de defesa aérea nas ilhas fortaleceria a defesa dos EUA e do Japão contra os mísseis balísticos da Coreia do Norte.


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publicação afirma que, para aumentar as chances de derrubar um míssil balístico, é preciso atacá-lo no estágio inicial depois do seu lançamento — mesmo antes da separação das ogivas. Portanto, o local mais adequado para o posicionamento é a ilha russa de Iturup.

Tanque IS-2 na ilha Shikotan, a maior ilha da cadeia das ilhas Curilas
Tanque IS-2 na Ilha Shikotan, a maior entre as Ilhas Curilas © Sputnik / Andrei Shapran

Ainda segundo o JBP, a ilha Iturup precisaria ser integrada ao sistema norte-americano de defesa antiaérea para combater não apenas os mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos, mas também para proteger a Europa de ataques do Irã.

O Japão se recusa a considerar as quatro ilhas russas como parte do arquipélago das Curilas e admite que a Rússia, tendo essas ilhas como parte de seu território, controla o estreito de Vries, que dá acesso ao mar alto.

"Se a Rússia entregar as quatro ilhas, ou mesmo apenas três, com exceção de Iturup, é provável que o Japão e os EUA bloqueiem o estreito de Vries", prevê a edição.

Além disso, o JBP pressupõe que os sistemas de defesa antiaérea dos EUA implantados nessas ilhas permitiriam rastrear mais rapidamente os lançamentos de mísseis russos a partir do mar de Okhotsk.

"Para a Rússia, o mar de Okhotsk é uma área sagrada dos seus submarinos estratégicos, por isso esta região é patrulhada por numerosos navios e estão implantados mísseis antinavio nas ilhas Curilas. No entanto, se as forças nipo-americanas aparecerem nas ilhas, caso estas sejam entregues [a Tóquio], surgirá uma brecha na linha de defesa que protege os submarinos", escreve o autor do artigo.

O jornal também enfatiza que é improvável que Moscou queira entregar as ilhas a Tóquio, já que as Curilas do Sul possuem um valor militar extremamente importante para a Rússia. Portanto, os diplomatas japoneses que estão negociando essa questão devem estar bem conscientes do que essas ilhas significam para Moscou e, com base nisso, estabelecer um diálogo.

A Rússia e o Japão não conseguiram chegar a um acordo de paz após o fim da 2ª Guerra Mundial, principalmente devido à disputa sobre as ilhas Curilas, agora governadas por Moscou, que as considera parte inalienável do território do país.

Em 1956, a União Soviética e o Japão assinaram uma Declaração Conjunta, na qual Moscou concordou em considerar a possibilidade de transferir Habomai e Shikotan na sequência da conclusão da paz — o destino de Kunashir e Iturup não seria afetado. O governo soviético esperava que o documento pusesse fim à disputa, mas o Japão via isso como apenas parte da solução do problema. Negociações subsequentes não resultaram em sucesso.

Em novembro de 2018, depois da reunião entre o presidente russo Vladimir Putin e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, em Singapura, as duas partes anunciaram uma aceleração no processo de negociação do tratado de paz e das Curilas baseado na declaração de 1956, assinada pelo Japão e URSS.

As negociações são complicadas pelo fato de Tóquio apoiar as sanções contra a Rússia.


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