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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

O que China tem a ver com saída dos EUA do Tratado INF? Ex-oficial russo conta

O principal objetivo da saída dos EUA do Tratado INF é a China, que, de acordo com Washington, teria instalado um grupo de mais de mil mísseis de médio e curto alcance na região Ásia-Pacífico, disse à Sputnik o ex-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Andrei Kokoshin.


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"Há muito a dizer sobre o principal objetivo dos EUA ser a China no que diz respeito à saída do Tratado INF", declarou o acadêmico Kokoshin, nesta sexta-feira (1º).


Bandeiras chinesas e norte-americanas
© AP Photo / Ng Han Guan, Pool

"De acordo com estimativas dos EUA, a China teria estabelecido um grupo de mísseis de médio e curto alcance de mais de mil unidades destinado às águas do mar do Sul da China e do mar da China Oriental, não permitindo, assim, que os Estados Unidos entrem ilegalmente nestas águas com grupos de aeronaves de ataque […] Assim, o Exército Popular de Libertação da China estabeleceu um grupo significativo de armas de alta precisão, especialmente mísseis balísticos, capazes de combater porta-aviões e bases militares dos EUA na região", complementou.

O especialista também afirmou que o Pentágono está planejando criar um laser de demonstração como parte de um futuro sistema de defesa antiaérea orbital dos EUA.

"O Pentágono publicou recentemente um relatório especial sobre defesa antimíssil. E o mesmo tema foi discutido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Este documento, entre outras coisas, define a tarefa de estudar a possibilidade de criar sistemas de defesa antimíssil espaciais utilizando lasers de alta potência, energeticamente eficientes e compactos." Em breve, o Pentágono planeja criar um "laser de demonstração de baixa potência", relatou o ex-secretário.

Se Washington sair do Tratado das Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) e lançar mísseis na Europa, a Rússia encontrará uma resposta à altura muito em breve, assegurou.

"Estou certo de que os EUA encontrão uma resposta, e muito rápida, no caso da implementação dos novos 'euromíssies'", afirmou Kokoshin, sublinhando que Washington tem capacidades técnicas e operacionais-estratégicas para isso.

Em outubro de 2018, Trump anunciou a intenção de sair do Tratado INF devido a supostas violações russas. Moscou refutou alegações de violação do acordo, observando que os lançadores dos sistemas de defesa dos EUA localizados Europa eram capazes de disparar mísseis de cruzeiro em intervalos de alcance proibidos pelo acordo.

O Tratado INF foi assinado entre os Estados Unidos e a União Soviética em 1987, proibindo o desenvolvimento de mísseis balísticos e de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km.

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