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Irã desloca sistema russo de defesa S-300 para a costa do golfo Pérsico (VÍDEO)

Uma coluna de caminhões iranianos transportando vários sistemas anti-aéreos russos S-300 Favorit para a costa do golfo Pérsico foi capturada em vídeo por um motorista e postada no YouTube.
Sputnik

O vídeo mostra como caminhões transportam partes dos sistemas antiaéreos e coincide com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã com o envio de um grupo de combate naval dos EUA para a costa iranianas, relata Alarabiya.


Segundo o jornal russo Rossiyiskaya Gazeta, o envio dessas unidades do S-300 para a costa persa responde à crescente presença militar e naval dos Estados Unidos. O artigo também explica que as unidades não viajam sozinhas por via terrestre e fazem isso em caminhões para preservar sua vida útil e garantir a segurança durante a viagem.

Em 13 de maio, o comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadé, assegurou que o país persa estava pronto para atacar os Estados Unidos devido à presença do referido grupo naval na região.

Hajizadé…

Risco regional afastou ideia de intervenção militar na Venezuela, diz parlamentar

O governo dos EUA sabe que uma intervenção militar na Venezuela é um grande risco para a região, então era esperado que os membros do Grupo de Lima se distanciarem dessa possibilidade, disse o constituinte Mario Silva à Sputnik.


Sputnik

"A linha trazida pelo [vice-presidente americano Mike] Pence é 'não pode haver intervenção', porque é um grande risco para o hemisfério, não só para a América, mas para os países do hemisfério. Para os países latino-americanos, uma guerra, um conflito armado de alta intensidade, seria terrível para o continente", afirmou Silva.


Situação na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia
© REUTERS / Edgard Garrido

Na segunda-feira, os países que compõem o Grupo de Lima se reuniram em Bogotá, na Colômbia, e em sua declaração final incluiu um dos 18 pontos que buscam uma saída conduzida pelos cidadãos na Venezuela e sem o uso da força.

O político venezuelano ressaltou que essa afirmação é uma vitória para a Venezuela, porque ocorreu depois que o plano que eles haviam estruturado "para conseguir uma intervenção" não funcionou, mas ajudou-os a calcular as possíveis consequências.

E, um conflito nesta área, disse o líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), provocaria uma reação em todos os povos da região.

"[Uma intervenção] uniria todos os povos e o uso de tropas pelos Estados Unidos, mesmo dentro dos governos [aliados dos EUA], acabaria cedendo a um grande movimento social na América Latina, o que seria um derrota", avaliou.

Silva destacou que o objetivo era causar mortes na fronteira com a Colômbia, que foi fechada, argumentando forçosamente entrar alguns caminhões com cargas doados pelos Estados Unidos e outros países, e provocar uma guerra civil que começaria na Venezuela e se expandiria por todo o território.

"Eles esperavam uma guerra civil na fronteira que se multiplicaria em direção à Venezuela", acusou.

Além disso, o político falou das deserções no Exército venezuelano, algumas envolvendo militares que pediram abrigo na Colômbia, e disse que 100 soldados representam nada, porque seu país mais de 300.000 homens compõem as Forças Armadas.

Por outro lado, ele afirmou que a partida destes militares pode estar relacionada com o plano para criar um "esquadrão de mercenários" ou semelhante ao dos "contrarrevolucionários" da Nicarágua (1990-1991), uma organização criminosa financiada pelos EUA para derrubar o Frente Sandinista da Libertação Nacional.

A este respeito, ele destacou neste momento, apesar do que aconteceu no fim de semana representa uma "grande vitória", a Revolução Bolivariana liderada pelo presidente Nicolás Maduro deve permanecer alerta, porque "os gringos não vão ficar parados".

Nesta nova etapa, disse ele, os seguidores do governo devem "preparar-se para outra batalha de maior intensidade", que inclui defesa, resistência interna e paz para se concentrar na produção para melhorar as condições econômicas.

Os confrontos na fronteira com a Colômbia foram registrados depois que a oposição declarou que levaria ajuda humanitária à Venezuela de qualquer forma, apesar da recusa do governo. Esta situação deixou mais de 300 feridos e pelo menos 4 mortos.

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