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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Defasagem de equipamento ameaça segurança nacional, diz Defesa

A defasagem do equipamento militar brasileiro representa ameaça à segurança nacional maior do que o crime organizado ou a crise na Venezuela, disse o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.


UOL | DefesaNet

"Nosso papel é manter a paz, e para isso você precisa de um poder de dissuasão e ter Forças Armadas compatíveis com o tamanho estratégico do Brasil", disse Azevedo e Silva em entrevista em seu gabinete.

Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva

O ministro citou a extensão territorial, os vastos recursos naturais e a vulnerabilidade das fronteiras como características do Brasil que exigem vigilância total. "O material não pode ficar parado no tempo, obsoleto."

O risco que um equipamento defasado representa supera as ameaças do crime organizado transnacional, da instabilidade na Venezuela e da guerra cibernética, disse Azevedo e Silva. Para atender às demandas de segurança nacional, o governo federal precisa aumentar, e não reduzir o orçamento da Defesa, disse o ministro.

Segundo dados do ministério, o orçamento da pasta previsto para este ano é R$ 14,9 bilhões, contra R$ 17 bilhões em 2018. Os gastos com Defesa representam 1,4% do PIB, proporção menor que países como Equador, Chile e Bolívia, para citar apenas países sul-americanos.

Os dados são do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), um think tank especializado em pesquisas sobre armamento. Segundo Azevedo e Silva, o orçamento apertado ameaça a existência dos programas mais importantes das Forças Armadas, com o Prosub (construção de submarinos, incluindo um de propulsão nuclear), o Gripen (caça desenvolvido com a sueca SAAB) e o Sisfron (sistema de monitoramento de fronteiras). "A gente tem os programas, falta oxigênio", disse o ministro.

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