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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Embaixador de Guaidó nos EUA assume controle de sedes militares em Washington e consulado em Nova York

Carlos Vecchio é reconhecido como embaixador pelo governo dos Estados Unidos, que apoiou a ação desta segunda-feira. Cerimônia teve participação do coronel José Luis Silva, adido militar da embaixada venezuelana que rompeu com Maduro e jurou lealdade a Guaidó.


Por G1

Carlos Vecchio, indicado pelo autodeclarado presidente interino Juan Guaidó como embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, assumiu nesta segunda-feira (18) em nome do governo opositor três sedes diplomáticas nos Estados Unidos: duas sedes militares em Washington e o consulado venezuelano em Nova York.

Carlos Vecchio, indicado pelo autodeclarado presidente interino Juan Guaidó como embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, hasteia bandeira venezuelana em sede diplomática militar em Washington, na segunda-feira (18) — Foto: Reprodução/Twitter/Carlos Vecchio
Carlos Vecchio, indicado pelo autodeclarado presidente interino Juan Guaidó como embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, hasteia bandeira venezuelana em sede diplomática militar em Washington, na segunda-feira (18) — Foto: Reprodução/Twitter/Carlos Vecchio

A ação foi apoiada pelo governo americano. Segundo Vecchio, nos próximos dias outros consulados serão assumidos pelo governo Guaidó, e os serviços para cidadãos venezuelanos nos EUA serão progressivamente reativados.

Em seu perfil no Twitter, Vecchio informou ter recebido a bandeira venezuelana e a cadeia de comando das mãos do coronel José Luis Silva. Em janeiro, Silva anunciou que, como adido militar da embaixada da Venezuela, tinha decidido jurar lealdade a Guaidó como presidente interino venezuelano e romper fileiras com o governante Nicolás Maduro.

Na época, em entrevista à agência EFE, Silva disse que ainda se considerava "o adido de defesa da Venezuela" e que responderia às ordens de Guaidó e de Vecchio, que deu as boas-vindas ao coronel e lhe comunicou que poderia fazer parte de sua equipe diplomática em Washington.

'Destruição'


Vecchio também publicou fotos mostrando paredes e tetos degradados e reclamou do mau estado de conservação dos imóveis.

Segundo ele, a imprensa testemunhou "a destruição deixada pelo regime usurpador. Eles desmantelaram a rede consular em detrimento de milhares de cidadãos venezuelanos no #EEUU e do patrimônio saqueado para a #Venezuela".

Os EUA reconheceram em janeiro Vecchio como embaixador da Venezuela. Quase imediatamente, o venezuelano criou um equipe diplomática integrada, entre outros, por Gustavo Marcano, que cumpre as funções de ministro conselheiro nos EUA e foi prefeito do município Diego Bautista Urbaneja, situado em Lechería, no estado de Anzoátegui, no leste da Venezuela.

Vecchio, um dos dirigentes mais experientes e representativos do partido opositor Vontade Popular, tomou diferentes ações para fortalecer Guaidó – desde uma conferência para arrecadar fundos para a Venezuela até reuniões com os diretores da Citgo, a filial da companhia petrolífera estatal venezuelana, PDVSA, nos Estados Unidos.

Os EUA foram o primeiro país do mundo a reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela. O político, que preside a Assembleia Nacional Venezuelana (parlamento), invocou em 23 de janeiro artigos da Constituição para reivindicar a presidência, pois, na sua opinião, ela está sendo "usurpada" por Maduro.


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