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Irã desloca sistema russo de defesa S-300 para a costa do golfo Pérsico (VÍDEO)

Uma coluna de caminhões iranianos transportando vários sistemas anti-aéreos russos S-300 Favorit para a costa do golfo Pérsico foi capturada em vídeo por um motorista e postada no YouTube.
Sputnik

O vídeo mostra como caminhões transportam partes dos sistemas antiaéreos e coincide com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã com o envio de um grupo de combate naval dos EUA para a costa iranianas, relata Alarabiya.


Segundo o jornal russo Rossiyiskaya Gazeta, o envio dessas unidades do S-300 para a costa persa responde à crescente presença militar e naval dos Estados Unidos. O artigo também explica que as unidades não viajam sozinhas por via terrestre e fazem isso em caminhões para preservar sua vida útil e garantir a segurança durante a viagem.

Em 13 de maio, o comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadé, assegurou que o país persa estava pronto para atacar os Estados Unidos devido à presença do referido grupo naval na região.

Hajizadé…

Líder do Talibã passou últimos dias 'embaixo do nariz' dos EUA no Afeganistão, diz livro

O líder e co-fundador do Talibã, Mullah Omar - que teve uma recompensa de US$ 10 milhões por sua cabeça - viveu seus últimos dias em relativa paz e a uma curta distância de uma base dos EUA, afirma uma jornalista holandesa.


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A ascensão de Omar ao poder começou quando ele se juntou aos Mujahideen afegãos para combater o Exército soviético na década de 1980. Ele co-fundou o Talibã em 1994 e em dois anos capturou grandes extensões de território, incluindo a capital, Cabul. Acusado de abrigar Osama bin Laden após os ataques de 11 de setembro de 2001, Omar tornou-se um alvo valioso dos EUA durante a invasão do Afeganistão, mas escapou de seus perseguidores até sua morte em 2013.


Mullah Akhtar Mansoor und Mullah Mohammad Omar
Mullah Omar © AP Photo / Rahmat Gul

Nos 12 anos entre a invasão e a morte de Omar, autoridades dos EUA e da CIA acreditaram que ele estava se escondendo no Paquistão. Na realidade, a jornalista holandesa Bette Dam alega em um livro que está por ser lançado que o tempo todo ele estava bem debaixo de seus narizes.

A ex-guarda-costas de Omar e uma série de autoridades afegãs disseram à jornalista que Omar passou os primeiros quatro anos da insurgência vivendo em uma casa modesta na província de Zabul, a uma hora de caminhada da Lagman, declarou ela ao jornal holandês De Volkskrant no mês passado.

As forças dos EUA ocasionalmente varriam a área, em determinado momento procurando o esconderijo de Omar enquanto o chefe do Talibã se escondia atrás de uma porta secreta. Quando os EUA começaram a construir outra base a algumas centenas de metros de seu esconderijo, Omar fez as malas e seguiu em frente.

Ele se mudou para uma cabana de barro no remoto distrito de Siuray, dessa vez à sombra da base militar Wolverine, em um ponto que abriga mais de mil soldados da coalizão.

"Foi muito perigoso para nós lá", disse o guarda-costas de Omar à jornalista holandesa. "Às vezes, havia apenas a largura de uma mesa entre nós e os militares estrangeiros", acrescentou.

Em seus oito anos em Siuray, Omar continuou sendo uma espécie de líder espiritual do Talibã, mas raramente fazia planos militares com os militantes. Ele recebeu pacotes de comida e roupas de moradores locais irritados com a presença dos EUA e permaneceu em casa, orando e meditando.

O chefe terrorista raramente se aventurou do lado de fora, por medo de ser visto por aviões e drones dos EUA, e eventualmente adoeceu em 2013. Omar recusou tratamento médico e morreu em 23 de abril. Sua morte só foi confirmada pelo Talibã dois anos depois.

O próximo livro de Bette Dam contradiz o consenso dos EUA sobre a localização de Omar. Recolhidos de quase uma década do Afeganistão, suas principais descobertas estão sendo traduzidas para o inglês pelo Zomia Center, um centro de estudos de Nova York. Sobre como Omar poderia ter escapado da maior potência militar do mundo por mais de uma década, Dam afirma que a questão era de confiança.

"Eles se aproximam de suas fontes com uma arma no estômago, então eles não necessariamente obtêm boas informações", opinou.

"[Os norte-americanos] estão em grandes campos militares", prosseguiu a jornalista. "Muito pouca informação vem para eles […] Eu também falo com os caras com quem eles falam. Mas eu venho em roupas locais, como cidadão. Eu tenho nada comigo, isso torna tudo diferente", concluiu.

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