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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

Modernizando a tríade nuclear: Rússia reforçará sua frota submarina

A Frota do Norte da Rússia irá reforçar a sua capacidade subaquática até o final de 2019, adquirindo novos submarinos nucleares de grande potência.


Sputnik

Recentemente, o almirante e comandante da Frota do Norte, Nikolai Yevmenov, anunciou a entrega de novos navios à Marinha do país até o final do ano corrente.


Submarino nuclear russo da classe Borei do projeto 955
Submarino nuclear russo Classe Borei Projeto 955 © Sputnik / Ildus Gilyazutdinov

"Esperamos que, até o final de 2019, cheguem novos submarinos e novos navios", declarou Yevmenov.

Trata-se dos novos submarinos Knyaz Vladimir e Kazan. Armado com mísseis balísticos, o Knyaz Vladimir é o principal submarino da classe 955 Borei-A, também conhecido como Borei II de quinta geração. O Kazan, da classe Yasen, é capaz de descer a uma profundidade de 520 metros e permanecer imerso por 100 dias.

Segundo escreve Mark Episkopos em seu artigo para The National Interest, a Frota do Norte russa é principalmente composta por submarinos nucleares das classes Delta IV e Sierra da década de 1980. Nessa conexão, ele destaca que estes modelos são "cada vez mais difíceis e mais caros de manter à medida que vão sendo atualizados", apontando que a geração 955A oferecerá melhorias substanciais à Frota do Norte.

A classe Borei traz uma atualização crítica e muito necessária à tríade nuclear russa: o novo sistema de mísseis Bulava. Com uma ogiva de 550 quilotoneladas e um alcance efetivo de 10 mil quilômetros, a Marinha russa pretende tornar os navios Borei equipados com os Bulava a pedra angular de seu sistema de dissuasão de mísseis balísticos lançados a partir de submarinos nucleares durante as próximas décadas, acrescentou Episkopos.

Os mísseis destinados aos navios da classe Borei têm um alcance entre 8.000 e 10.000 quilômetros e possuem ogivas de 550 quilotoneladas e sistemas de navegação GLONASS. Em janeiro, o próprio Episkopos afirmou que os Bulava podem ser considerados uma "espécie de mísseis Topol-M para submarinos" e a maior conquista da indústria de mísseis da Rússia.

Ao mesmo tempo, o especialista ressalta que a modernização dos submarinos da Frota do Norte não será "nem barata nem rápida", porque é improvável que o Kremlin "destine os enormes recursos necessários para modernizar sua Frota do Norte e substituir todos os submarinos da era soviética por seus equivalentes modernos", conclui.

A Rússia reiterou em numerosas ocasiões que suas ações não são dirigidas contra nenhum país e que seu principal objetivo é a defesa de seu território e de seu povo.

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